Caio Lopes, Autor em Cinematecando | Página 16 de 18

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Formado em Rádio, TV e Internet pela Faculdade Cásper Líbero (FCL). É redator no Cinematecando desde 2016.

“Parece que faz muito tempo”, diz um verso da canção Hello Stranger, de Barbara Lewis, em um dos derradeiros minutos poderosos de Moonlight – Sob a Luz do Luar. Como qualquer vivência distante, o segundo longa dirigido por Barry Jenkins deixa o sentimento da nostalgia com grande dose melancólica, mas também não deixa de reconhecer que há muito mais por vir. É uma história sobre almas perdidas, enclausuradas por pressões sociais e expectativas alheias. Enquanto Boyhood – Da Infância à Juventude era um longa de formação de contornos simples eRead More

Posted On janeiro 26, 2017By Caio LopesIn Games

Crítica: Resident Evil 7 – Biohazard

Já vou dizer logo de uma vez: com Resident Evil 7 – Biohazard, a Capcom deu a volta por cima. Após anos de games medíocres e ruins da franquia, como Operation Racoon City, Umbrella Corps e até mesmo Resident Evil 6, a desenvolvedora trouxe de volta a fórmula tradicional da série em sua melhor forma até hoje. O game conta a história de Ethan Winters, que após receber uma misteriosa vídeo-mensagem de sua noiva, Mia, segue para os pântanos da Louisiana para procurá-la. Em sua chegada, depara com uma estranhaRead More
Paul W.S. Anderson, diretor de Resident Evil 6: O Capítulo Final e outros três capítulos da franquia, não é exatamente conhecido por sua habilidade com dramaturgia. Desde que despontou com a primeira adaptação de Mortal Kombat para os cinemas, Anderson desenvolveu uma reputação como um diretor de ação e filmes B, admirador assumido dos trabalhos do mestre Roger Corman, que possibilitou a distribuição de seu primeiro longa, Shopping: O Alvo do Crime, nos Estados Unidos. A franquia Resident Evil, por sua vez, é a única entre o vasto mar deRead More

Posted On janeiro 25, 2017By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: A Espera

Logo em seus minutos iniciais, A Espera, estreia de Piero Messina na direção de longas-metragens, torna-se perceptível o fato de que a obra será um deleite visual. Messina, que foi assistente de direção de Paolo Sorrentino em sua obra ganhadora do Oscar A Grande Beleza, prova que, apesar de certas limitações narrativas, é imensamente capaz de envolver o público com seu estilo singular. Em sua primeira cena, após um mergulho vertiginoso da câmera sobre uma estátua de Cristo, somos apresentados a Anna (Juliette Binoche), mulher solitária que acaba de sofrerRead More

Posted On janeiro 20, 2017By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: Manchester à Beira-Mar

Kenneth Lonergan pode ter feito poucos filmes, mas julgando por seu último longa, Manchester à Beira-Mar, é decididamente um autor de peso, confeccionando uma obra que se equipara aos grandes dramas americanos dos anos 70 e 80, como, por exemplo, Gente como a Gente, de Robert Redford. Forte concorrente aos Oscars em 2017, Manchester à Beira-Mar foi primeiramente exibido em janeiro do ano passado durante o festival de Sundance, do qual, surpreendentemente, saiu de mãos abanando, mas tendo conquistado o carinho e atenção dos críticos e público. Aqui estamos: ManchesterRead More

Posted On janeiro 11, 2017By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: A Criada

Com produção suntuosa e direção inspirada de Chan-wook Park, A Criada é mais uma obra-prima para o cinema sul-coreano Chan-wook Park, ou Park Chan-wook, como preferir, é um gênio. Quer dizer, talvez nem todos partilhem dessa visão, mas é com certeza um dos poucos aos quais não hesito em atribuir o termo (cá entre nós, banalizado como todas outras hipérboles). Posso até estar levando este texto logo de antemão para um canto mais pessoal, o que é inevitável posto que Oldboy, segunda parte de sua trilogia da vingança e ganhadorRead More

Posted On janeiro 3, 2017By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: Eu, Daniel Blake

Já começo dizendo que não sou conhecedor da obra do britânico Ken Loach. Sei apenas de alguns detalhes básicos: despontou mundialmente lá em 1969 com Kes e que a classe operária predomina como protagonista em suas obras. Eu, Daniel Blake, novo filme do diretor, figura como sua segunda obra a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, a primeira sendo Ventos da Liberdade. Estreando nesta próxima quinta-feira nos cinemas de São Paulo, há certamente motivos sólidos para o sucesso do longa, mesmo que seu merecimento do prêmio máximo emRead More

Posted On dezembro 27, 2016By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: Invasão Zumbi

Com o excelente O Lamento nos cinemas desde semana passada e este Invasão Zumbi chegando às salas de São Paulo nesta quinta-feira, o cinema de terror sul-coreano mostra suas cartas como um dos mais bem-realizados do mundo. A estreia de Sang-ho Yeon na direção de longas live-action, Invasão Zumbi é certamente muito mais acessível que o longa de seu conterrâneo Hong-jin Na, com duração mais palatável e uma trama objetiva e sem muitas nuances, mas Yeon se prova como um realizador promissor, apesar de eventuais problemas. Na simples trama, acompanhamosRead More

Posted On dezembro 25, 2016By Caio LopesIn Críticas - Lançamentos

Crítica: O Que Está Por Vir

Há um certo tipo de cinema que não segue as fórmulas estabelecidas, não possui claros começo, meio e fim e nem possíveis pontos de virada ou grandes catarses. São recortes específicos das vidas de suas personagens, com pé firme no presente e futuros em aberto. O apropriadamente intitulado O Que Está Por Vir, 5o filme da diretora francesa Mia Hansen-Løve, é mais uma agradável iteração neste tipo de cinema, um filme sobre a filosofia do dia a dia, feito de sutilezas e sem fatalismos. Nathalie é uma professora de filosofiaRead More

Posted On dezembro 17, 2016By Caio LopesIn Games

Crítica: The Last Guardian

Da década passada aos dias de hoje, muito mudou no universo dos games. Jogos AAA (de alto orçamento) tomaram cada vez mais conta do mercado, com gráficos reluzentes, gameplays tornando-se infalivelmente funcionais e volumes bombásticos de conteúdo, com dezenas de ícones e opções nos mundos virtuais que traziam às telas. Ora, até mesmo o interessante Final Fantasy XV, que levou 10 anos para ser concluído, embarcou em um modelo compatível com as exigências do atual mercado, oferecendo um mundo aberto repleto de conteúdo e um combate em tempo real, dandoRead More