Cine Netflix | Cinematecando
22 de julho critica
Causas e consequências de uma tragédia Paul Greengrass tem como marca construir filmes altamente tensos que reconstituem acontecimentos reais. Foi assim em Domingo Sangrento (2002), sobre o massacre de cidadãos irlandeses pela tropa britânica em 1972, Voo United 93 (2006), que mostrou como passageiros impedirem um dos ataques previstos por terroristas no 11 de setembro, e Capitão Phillips (2013), no qual reviveu o sequestro de um navio norte-americano por piratas do Somália. A diferença em 22 de Julho, longa que fez para a Netflix, é que agora abordagem do cineastaRead More
mais uma chance critica
Correndo contra o tempo e a biologia Colocar uma criança no mundo de hoje é um ato de coragem para qualquer mãe ou pai minimamente consciente. O aquecimento global e a ascensão do neo-fascismo em diversas partes do mundo são apenas dois dos motivos citados pela personagem de Kathryn Hahn em Mais Uma Chance para deixá-la com um pé atrás em relação à ideia. Porém, no caso dela e de seu marido Richard (Paul Giamatti), há razões muito particulares para repensar o assunto. O novo filme da diretora Tamara JenkinsRead More
Apostolo critica
Do confuso ao revoltante Apóstolo é um erro. Um erro de marketing e um erro de estrutura narrativa. Desde o mês de setembro, o filme tem sido vendido (através de fotos e trailers) como uma obra de terror, ou pelo menos um suspense psicológico. Isso faz com que do início ao meio do filme, fiquemos esperando esse terror e esse suspense, que nunca aparecem. Daí pra frente já percebemos que a divulgação errou feio, e que se trata de um forte drama sobre as perturbadas relações entre moradores de umaRead More
Noite de Lobos critica
Os animais que nos habitam Difícil dizer o que é responsável por causar mais frio na espinha em Noite de Lobos, produção original da Netflix dirigida por Jeremy Saulnier (mesmo de Green Room): o cenário nas gélidas montanhas do Alaska, os animais selvagens que passeiam por ali ou os humanos, capazes dos atos mais brutais. A combinação destes elementos faz com que o filme se destaque pela atmosfera, mais do que pela história em si. A trama começa de maneira básica. Uma mãe (Riley Keough, de Docinho da América eRead More
Sierra Burgess é uma Loser critica
Sierra Burgess é como a gente   A Netflix tem a fama de produzir excelentes séries originais, mas filmes terríveis. Crítica e público detonaram produções (muitas delas caríssimas) como The Ridiculous 6,  The Cloverfield Paradox,  Vende-se Esta Casa, Bright, entre outras. Só que o serviço de streaming parece ter encontrado um filão onde realmente acerta a mão: a comédia romântica. Em agosto, emplacou Para Todos os Garotos que Já Amei, um dos mais vistos do mês na plataforma. E, em setembro, seguiu apostando suas fichas no gênero, com a estreiaRead More
Imagem do filme 'Para Todos os Garotos que Já Amei'
Embalada em formato convencional, comédia simboliza triunfo dos introvertidos Comédias românticas adolescentes normalmente tratam de jovens deslocados – frequentemente vítimas de bullying por parte da turma dos populares de seu colégio – que acabam dando a volta por cima e ganhando a aprovação de quem até então os desprezava. No caso de Para Todos os Garotos que Já Amei, filme original da Netflix, não há ninguém que faça mais a protagonista Lara Jean (Lana Condor) se sentir um patinho feio do que ela mesma. De tão introvertida, a menina temRead More
Imagem do filme 'Tal Pai, Tal Filha'
Comédia original Netflix é propaganda de cruzeiro para passar na Sessão da Tarde A primeira vez que percebi merchandising em um filme eu tinha 12 anos. Foi naquela crise existencial de Forrest Gump em que o personagem vivido por Tom Hanks calçava seu par de tênis Nike e corria sem rumo por semanas. Naquela época eu não tinha a menor ideia de quanto custava fazer um filme, de como funcionava a indústria do cinema e nem de que um dia trabalharia com “branded content” – que é a junção deRead More
Imagem do filme Beyond Skyline
Sequência de Skyline – A Invasão é completamente descerebrada, para a sorte do público Lá atrás em 2010, os artistas de efeitos visuais Colin e Greg Strause ficaram moderadamente conhecidos por dirigir um pequeno grande filme (ruim). Esse era Skyline – A Invasão, que com um orçamento de apenas $10 milhões entregava efeitos de computação caprichados. No entanto estavam a anos luz de todos os outros aspectos, como as péssimas atuações (nem mesmo Donald Faison, o Turk de Scrubs, estava a salvo) e o confinamento duvidoso a um conjunto deRead More