Posted On 14/08/2017 By In Críticas - Lançamentos

Crítica: Annabelle 2 – A Criação do Mal

Sou fã de carteirinha de todos os filmes da série de Invocação do Mal e suas spin-offs. Estes são filmes de qualidade, que realmente são assustadores – e não há nada melhor para os fãs de filme de terror. Então, é normal que as expectativas sejam sempre muito altas. Felizmente, Annabelle 2 – A Criação do Mal não decepciona!

A história é uma “prequel” do primeiro Annabelle e conta a criação da boneca. Samuel Mullins (Anthony LaPaglia) é um artesão que cria brinquedos de madeira, e fica claro que a boneca foi baseada em sua filha Annabelle (Samara Lee), uma menina alegre, amorosa e sem preocupações. A Sra. Mullins (Miranda Otto) também é uma mulher vívida e fica claro que eles formam a perfeita “família americana”.

Tudo muda quando Annabelle morre em um terrível acidente e seus pais se isolam em seu enorme casarão, não conseguindo superar a morte da filha. Doze anos se passam e os Mullins aceitam receber órfãs e uma freira que cuidará delas em sua casa. Dentre as meninas, está Janice (Talitha Bateman), que possui um problema na perna que a impossibilita de andar como as outras crianças. Sua melhor amiga é Linda (Lulu Wilson) e o sonho das duas é que alguém as adote para que, finalmente, possam ser irmãs.

O que mais gosto nos filmes dessa série é a capacidade que eles têm de fazer com que nos importemos com os personagens. Normalmente, em filmes de terror, quase torcemos para o “vilão”, pois os personagens principais não têm personalidade alguma. Em Annabelle 2 – A Criação do Mal, imediatamente nos apegamos a Janice e a Lulu e torcemos para que tudo dê certo para ambas.

O filme não perde tempo no terror e, logo na primeira noite das meninas na casa, coisas perturbadoras começam a acontecer. Há algumas cenas realmente assustadoras, mas com o passar do filme elas ficam tão intensas e frequentes que o espectador quase não se assusta mais (em alguns momentos as cenas ficam até cômicas) mas nada que atrapalhe o entretenimento fácil que traz. A fotografia, edição e sons do filme são de uma qualidade rara de se ver em filmes de terror e com certeza elevam a história para outro patamar. Uma coisa que eu gostei muito é que em nenhum momento a boneca fala ou anda, o que deixaria o filme extremamente barato e tiraria o foco do resto da história. Ela assusta, mas o foco do filme surpreendentemente não é a boneca.

Além disso, o filme faz algumas referências aos próximos filmes da série – principalmente o da freira demoníaca de Invocação do Mal 2 -, que foram muito bem colocadas. O mesmo pode se dizer sobre o final do filme, que é muito bem amarrado e surpreendente.

Annabelle 2 – A Criação do Mal não é nenhuma obra-prima, mas nos oferece o que foi prometido e muito mais. Se você é fã de terror com certeza vai se divertir muito com essa história (e talvez ficar algumas noites sem dormir).

FICHA TÉCNICA
Direção:
 David F. Sandberg
Roteiro: Gary Dauberman
Produção: James Wan, Peter Safran
Fotografia: Maxime Alexandre
Montador: Michel Aller
Trilha Sonora: Benjamin Wallfisch
Duração: 109 min.
Estreia: 17/08/2017 (Brasil)

Sou fã de carteirinha de todos os filmes da série de Invocação do Mal e suas spin-offs. Estes são filmes de qualidade, que realmente são assustadores - e não há nada melhor para os fãs de filme de terror. Então, é normal que as expectativas sejam sempre muito altas. Felizmente, Annabelle 2 - A Criação do Mal não decepciona! A história é uma “prequel” do primeiro Annabelle e conta a criação da boneca. Samuel Mullins (Anthony LaPaglia) é um artesão que cria brinquedos de madeira, e fica claro que a boneca foi baseada em sua filha Annabelle (Samara Lee), uma menina alegre, amorosa e sem preocupações. A Sra. Mullins (Miranda Otto) também é uma mulher vívida e fica claro que eles formam a perfeita “família americana”. Tudo muda quando Annabelle morre em um terrível acidente e seus pais se isolam em seu enorme casarão, não conseguindo superar a morte da filha. Doze anos se passam e os Mullins aceitam receber órfãs e uma freira que cuidará delas em sua casa. Dentre as meninas, está Janice (Talitha Bateman), que possui um problema na perna que a impossibilita de andar como as outras crianças. Sua melhor amiga é Linda (Lulu Wilson) e o sonho das duas é que alguém as adote para que, finalmente, possam ser irmãs. O que mais gosto nos filmes dessa série é a capacidade que eles têm de fazer com que nos importemos com os personagens. Normalmente, em filmes de terror, quase torcemos para o “vilão”, pois os personagens principais não têm personalidade alguma. Em Annabelle 2 - A Criação do Mal, imediatamente nos apegamos a Janice e a Lulu e torcemos para que tudo dê certo para ambas. O filme não perde tempo no terror e, logo na primeira noite das meninas na casa, coisas perturbadoras começam a acontecer. Há algumas cenas realmente assustadoras, mas com o passar do filme elas ficam tão intensas e frequentes que o espectador quase não se assusta mais (em alguns momentos as cenas ficam até cômicas) mas nada que atrapalhe o entretenimento fácil que traz. A fotografia, edição e sons do filme são de uma qualidade rara de se ver em filmes de terror e com certeza elevam a história para outro patamar. Uma coisa que eu gostei muito é que em nenhum momento a boneca fala ou anda, o que deixaria o filme extremamente barato e tiraria o foco do resto da história. Ela assusta, mas o foco do filme surpreendentemente não é a boneca. Além disso, o filme faz algumas referências aos próximos filmes da série - principalmente o da freira demoníaca de Invocação do Mal 2 -, que foram muito bem colocadas. O mesmo pode se dizer sobre o final do filme, que é muito bem amarrado e surpreendente. Annabelle 2 - A Criação do Mal não é nenhuma obra-prima, mas nos oferece o que foi prometido e muito mais. Se você é fã de terror com certeza vai se divertir muito com essa história (e talvez ficar algumas noites sem…

Annabelle 2 - A Criação do Mal

Direção
Roteiro
Elenco

Ótimo

77

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