Posted On 25/04/2016 By In Críticas - Lançamentos

Crítica: Capitão América – Guerra Civil

O fardo que os Vingadores carregam já era pesado desde a formação do grupo, afinal, zelar pela humanidade não é algo fácil nem para um super-herói. Mas, em Capitão América – Guerra Civil, depois de cidades destruídas e inúmeras mortes que ocorreram durante filmes anteriores do Universo Cinematográfico Marvel – como guerras entre seres que não eram deste planeta (Vingadores) ou que nasceram de um erro de Tony Stark e Bruce Banner (Era de Ultron) -, o governo não tolera mais os efeitos colaterais causados pelo grupo, e que por serem involuntários, tiraram a vida de inocentes. Portanto, chegou o momento de ordem. Com a pressão política inflada após outro incidente fatídico, nossos heróis não só encaram as consequências de seus atos como também são inclinados a serem supervisionados por uma agência do governo.

Quando o Tratado de Sokovia é proposto pela ONU na condição de assinar e estar dentro dos “padrões” de um herói (não assinar significa ser um fora da lei), não cabe mais aos Vingadores e à todos aqueles que possuem poderes escolherem onde atuar: agora, o governo se responsabilizará por isso. E essa parece ser a única solução plausível, pelo menos até o Capitão América se negar a assinar o tratado e levantar uma discussão que é apenas o início de algo muito maior. A autonomia dos heróis não importa mais?

Simultaneamente à questão do Tratado de Sokovia, um evento inesperado envolvendo Bucky Barnes, o Soldado Invernal, é o estopim que faz a trama se elevar – e ela só engrandece quando nos é introduzida a figura de T’Challa, o Pantera Negra, que vai contra Bucky por seus próprios motivos e que também apoia a regulamentação dos heróis. Novamente, o Capitão América quer defender seu amigo de longa data a todo o custo e ignora os limites da lei. Tais fatos fazem com que os Vingadores se dividam definitivamente em duas frentes.

As desavenças entre Homem de Ferro e Capitão América surgem muito mais fortes aqui, e é difícil para os dois lidarem com tamanhas reviravoltas. Com a divisão do grupo, do lado de Tony Stark temos Viúva Negra, Visão, Máquina de Combate e Pantera Negra, com Homem-Aranha sendo recrutado posteriormente. Com Steve Rogers, estão Falcão, Soldado Invernal, Homem-Formiga, Gavião Arqueiro e Feiticeira Escarlate. Tanto os personagens já estabelecidos como os que foram incluídos recentemente estão ótimos, cada um se destacando à sua maneira. E a tão aguardada Guerra Civil nos cinemas se difere dos quadrinhos por não trazer praticamente todos os heróis da Marvel para a luta final, mas o filme não trata somente das lutas físicas. O embate psicológico entre os próprios personagens é tão importante quanto, e escolher um lado não é apenas ir para a pancadaria; há uma aproximação sentimental.Capitão América – Guerra Civil conceitua muito bem o que motivou cada herói a defender seu ponto de vista.

Outros elementos favoráveis que costuram a trama são: a apresentação do misterioso vilão Zemo (interpretado por Daniel Brühl), o desenvolvimento do relacionamento entre Feiticeira Escarlate e Visão, a ótima e elegante introdução de Chadwick Boseman como Pantera Negra e o elenco de apoio com os atores Emily VanCamp, Frank Grillo, Marisa Tomei e Martin Freeman. 

E por último, mas não menos importante: o reinício de Peter Parker no cinema. Um dos momentos que com certeza ficará na mente dos fãs do teioso é a primeira cena em que o jovem aparece, onde é fácil perceber que Tom Holland é cativante o suficiente para deixar o espectador com um grande sorriso no rosto em poucos minutos. Ele é, sem dúvidas, uma das melhores surpresas do filme.

Os diretores Anthony & Joe Russo, que conquistaram elogios ao redor do mundo com o ótimo Capitão América 2 – Soldado Invernal (que antecede Guerra Civil), fazem novamente um belo trabalho de direção ao compôr um filme cheio de ação com tons realistas e sombrios. Aliados a uma história bem fundamentada graças aos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely, as cenas de perseguição são frenéticas e viscerais, assim como as épicas cenas de luta, coordenadas e coreografadas perfeitamente para deixar a Guerra Civil ainda mais emocionante e harmoniosa. O duelo travado entre Homem de Ferro, Bucky e Capitão América é sem dúvidas uma das lutas mais icônicas em um filme baseado em quadrinhos até hoje.

Capitão América – Guerra Civil é o filme que marca o início da Fase 3 dos filmes da Marvel, com Doutor Estranho e Guardiões da Galáxia 2 a serem lançados em um futuro próximo. Mesmo que possua os mesmos padrões do que os fãs já viram anteriormente, o atual capítulo da saga dos Vingadores possui uma carga dramática mais reforçada, ao mesmo tempo em que faz de seus alívios cômicos (com o Homem-Aranha e Homem-Formiga, principalmente) algo que refresca a trama sem a tornar maçante. Não há aliens, não há Tesseract, não há Thanos: o que acontece é o conflito sério, real e monumental entre amigos, a dificuldade deles em chegar a um acordo, e as consequências disso.

O mais recente filme da Marvel estreia dia 28/04 nos cinemas de todo o Brasil!

De que lado você vai ficar?

FICHA TÉCNICA
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp, Frank Grillo, Martin Freeman, William Hurt e Daniel Brühl
Diretores: Anthony & Joe Russo
Produtor: Kevin Feige
Produtores Executivos: Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Patricia Whitcher, Nate Moore, Stan Lee
Roteiro: Christopher Markus & Stephen McFeely 

O fardo que os Vingadores carregam já era pesado desde a formação do grupo, afinal, zelar pela humanidade não é algo fácil nem para um super-herói. Mas, em Capitão América - Guerra Civil, depois de cidades destruídas e inúmeras mortes que ocorreram durante filmes anteriores do Universo Cinematográfico Marvel - como guerras entre seres que não eram deste planeta (Vingadores) ou que nasceram de um erro de Tony Stark e Bruce Banner (Era de Ultron) -, o governo não tolera mais os efeitos colaterais causados pelo grupo, e que por serem involuntários, tiraram a vida de inocentes. Portanto, chegou o momento de ordem. Com a pressão política inflada após outro incidente fatídico, nossos heróis não só encaram as consequências de seus atos como também são inclinados a serem supervisionados por uma agência do governo. Quando o Tratado de Sokovia é proposto pela ONU na condição de assinar e estar dentro dos "padrões" de um herói (não assinar significa ser um fora da lei), não cabe mais aos Vingadores e à todos aqueles que possuem poderes escolherem onde atuar: agora, o governo se responsabilizará por isso. E essa parece ser a única solução plausível, pelo menos até o Capitão América se negar a assinar o tratado e levantar uma discussão que é apenas o início de algo muito maior. A autonomia dos heróis não importa mais? Simultaneamente à questão do Tratado de Sokovia, um evento inesperado envolvendo Bucky Barnes, o Soldado Invernal, é o estopim que faz a trama se elevar - e ela só engrandece quando nos é introduzida a figura de T’Challa, o Pantera Negra, que vai contra Bucky por seus próprios motivos e que também apoia a regulamentação dos heróis. Novamente, o Capitão América quer defender seu amigo de longa data a todo o custo e ignora os limites da lei. Tais fatos fazem com que os Vingadores se dividam definitivamente em duas frentes. As desavenças entre Homem de Ferro e Capitão América surgem muito mais fortes aqui, e é difícil para os dois lidarem com tamanhas reviravoltas. Com a divisão do grupo, do lado de Tony Stark temos Viúva Negra, Visão, Máquina de Combate e Pantera Negra, com Homem-Aranha sendo recrutado posteriormente. Com Steve Rogers, estão Falcão, Soldado Invernal, Homem-Formiga, Gavião Arqueiro e Feiticeira Escarlate. Tanto os personagens já estabelecidos como os que foram incluídos recentemente estão ótimos, cada um se destacando à sua maneira. E a tão aguardada Guerra Civil nos cinemas se difere dos quadrinhos por não trazer praticamente todos os heróis da Marvel para a luta final, mas o filme não trata somente das lutas físicas. O embate psicológico entre os próprios personagens é tão importante quanto, e escolher um lado não é apenas ir para a pancadaria; há uma aproximação sentimental.Capitão América - Guerra Civil conceitua muito bem o que motivou cada herói a defender seu ponto de vista. Outros elementos favoráveis que costuram a trama são: a apresentação do misterioso vilão Zemo (interpretado por Daniel Brühl), o desenvolvimento do relacionamento entre Feiticeira Escarlate e Visão, a ótima e elegante introdução de Chadwick Boseman como Pantera Negra e o elenco de apoio…

Nota

Capitão América – Guerra Civil

Ótimo

80

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