Crítica: Mr. Robot (2ª temporada) | Cinematecando

Posted On 07/10/2016 By In Críticas - Séries, Séries

Crítica: Mr. Robot (2ª temporada)

Por Cayo Machado

Logo quando estreou em 2015, era evidente que Mr. Robot não seria mais uma série entre tantas. Sucesso de público e exaltada pela crítica especializada, a história do jovem hacker Elliot chamou a atenção por seu enredo nada convencional e cheio de reviravoltas, somada a uma direção rica em detalhes e, por que não dizer, artística. Com um primeiro ano tão empolgante, o hype para uma vindoura 2ª temporada era algo inevitável e cheio de preocupações, afinal, será que a qualidade da série se manteria?

1

Com um ritmo menos frenético e urgente se comparado à 1ª temporada, o segundo ano de Mr. Robot pouco avançou narrativamente, optando por focar mais no desenvolvimento dos seus personagens e nas consequências de seus atos e escolhas. É louvável e corajosa a preferência de Sam Esmail (criador, produtor, diretor e roteirista da série) por fazer dessa temporada menos dinâmica, porém não menos incrível. Não faltaram twists de explodir a cabeça e o roteiro nunca foi tão “fora da caixa”. Esmail conseguiu fugir do convencional e teve a chance de explorar e surtar ainda mais nesse universo que ele criou e pelo qual tem tanto apreço.

Apesar de ainda serem o centro da série, Elliot e seu “pai” (mais uma vez interpretados magistralmente por Rami Malek e Christian Slater) puderam dividir mais o foco com os coadjuvantes e suas tramas paralelas. Uma forma interessante de enxergar a história por diferentes frentes, evoluir ainda mais esses personagens tão fortes e mostrar tudo o que eles são capazes de fazer para alcançarem seus objetivos, seja qual forem os danos.

2

Deixando um gancho intrigante e uma porção de perguntas sem respostas, a 2ª temporada de Mr. Robot não só conseguiu se provar como também se inovou, sem medo de arriscar e botar a cara a tapa. Talvez ela não seja a série que merecemos, mas é a que precisamos.

Por Cayo Machado Logo quando estreou em 2015, era evidente que Mr. Robot não seria mais uma série entre tantas. Sucesso de público e exaltada pela crítica especializada, a história do jovem hacker Elliot chamou a atenção por seu enredo nada convencional e cheio de reviravoltas, somada a uma direção rica em detalhes e, por que não dizer, artística. Com um primeiro ano tão empolgante, o hype para uma vindoura 2ª temporada era algo inevitável e cheio de preocupações, afinal, será que a qualidade da série se manteria? Com um ritmo menos frenético e urgente se comparado à 1ª temporada, o segundo ano de Mr. Robot pouco avançou narrativamente, optando por focar mais no desenvolvimento dos seus personagens e nas consequências de seus atos e escolhas. É louvável e corajosa a preferência de Sam Esmail (criador, produtor, diretor e roteirista da série) por fazer dessa temporada menos dinâmica, porém não menos incrível. Não faltaram twists de explodir a cabeça e o roteiro nunca foi tão “fora da caixa”. Esmail conseguiu fugir do convencional e teve a chance de explorar e surtar ainda mais nesse universo que ele criou e pelo qual tem tanto apreço. Apesar de ainda serem o centro da série, Elliot e seu “pai” (mais uma vez interpretados magistralmente por Rami Malek e Christian Slater) puderam dividir mais o foco com os coadjuvantes e suas tramas paralelas. Uma forma interessante de enxergar a história por diferentes frentes, evoluir ainda mais esses personagens tão fortes e mostrar tudo o que eles são capazes de fazer para alcançarem seus objetivos, seja qual forem os danos. Deixando um gancho intrigante e uma porção de perguntas sem respostas, a 2ª temporada de Mr. Robot não só conseguiu se provar como também se inovou, sem medo de arriscar e botar a cara a tapa. Talvez ela não seja a série que merecemos, mas é a que precisamos.

Nota

Mr. Robot

Ótimo

Rami Malek ganhou um Emmy este ano por sua atuação como Elliot.

80

About

Aqui você encontra textos escritos em conjunto pela nossa equipe, assim como matérias de colaboradores eventuais do Cinematecando.