Posted On 24/05/2017 By In Críticas - Lançamentos

Crítica: Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar

Piratas do Caribe se tornou aquela franquia bem no estilo 8 ou 80: ou você gosta ou você não gosta. Após o quarto capítulo das aventuras de Jack Sparrow – que, sem dúvida, foi o mais fraco até aqui, a expectativa estava bem baixa, até mesmo para alguns fãs. Junte isso com o fato da popularidade de Johnny Depp ter despencado de uns meses para cá, e eu poderia estar falando sobre uma verdadeira bomba na forma de blockbuster. Mas… não é bem assim que Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, quinto filme da bem-sucedida franquia da Disney, pode ser resumido, pois em meio a inúmeros clichês e plots que não têm nada de twists, também há coisas boas para dissertar.

A trama acompanha o jovem Henry (Brenton Thwaites), a astrônoma Carina Smyth (Kaya Scodelario) e Jack Sparrow (Depp) em suas aventuras em alto mar a fim de encontrar o lendário tridente de Poseidon, artefato que acabaria com todas as maldições do oceano. Ao mesmo tempo, o Capitão espanhol Salazar (Javier Bardem), grande e digno vilão da vez, quer se vingar de Sparrow pela maldição que ele lançou nele e em sua tripulação por muitos anos. Ciência e fé se coincidem na medida em que os caminhos do trio, Salazar e Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) vão se unindo.

O que mais empolga em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é que ele se encaixa com os três primeiros filmes de maneira natural e possui uma trama interessante que não soa forçada. Claro, há uns clichês aqui e ali, mas nada de revoltante. O que pode revoltar, aliás, é a quantidade de piadas machistas. Sabemos que o universo de Piratas do Caribe sempre foi assim (principalmente por parte de Sparrow), mas não vejo necessidade de inserir tantas “sacadas” sem graça. Sorte que a personagem de Kaya Scodelario tenha presença suficiente para omitir um pouco esse fato – mesmo que ainda não consiga chegar aos pés de Keira Knightley.

Mas, voltando a falar sobre a trama: quem adora a trilogia com Will Turner e Elizabeth Swann vai se divertir muito durante a projeção, que honra o passado e encerra bem o arco de todos (mesmo que, no fundo, todos saibam que a Disney continuará produzindo filmes da franquia).

E, falando em Will e Elizabeth… a dupla de atores que “toma” seus lugares tem um resultado bem satisfatório em tela, tanto pela dinâmica quanto pela personalidade de seus personagens. Carina é dona de si e tem tanta força quanto Elizabeth, enquanto Henry lembra Will em inúmeros momentos. Ambos não tentam imitar a dupla original e conseguem criar seus próprios estilos, que acabam sendo bem divertidos de se assistir. Johnny Depp, por sua vez, entrega mais uma atuação automática e que, por mais que faça o público rir em alguns momentos, não vai muito além, fazendo com que seu personagem – até então, o protagonista – fique um tanto quanto apagado no aspecto geral da história.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar realmente acabou recebendo o título correto, porque é Salazar quem rouba todas as cenas. Javier Bardem é craque em trabalhar com antagonistas de peso, e aqui, em um blockbuster, surpreendentemente também vemos isso. Salazar é hostil, irônico, tem uma presença incrível em tela e todos os efeitos especiais possíveis não são páreo para dificultar sua boa atuação. As motivações do vilão são fáceis de comprar logo de cara, pois é fácil saber que o personagem é mal e não há nada que o impeça de conquistar o que deseja. Mais um ponto para Bardem e mais uma ótima performance em seu currículo!

Divulgado como um “recomeço” para a saga dos Turner e de Sparrow, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar roda em círculos, insere algo novo e empolgante aqui e ali, mas, no fim, volta para o mesmo lugar. Isso é algo ruim? Não para quem gosta desse tipo de aventura, e sim para quem evita se contentar com uma história cheia de elementos, tiradas e situações previsíveis.

O filme, dirigido por Joachim Rønning e Espen Sandberg (do belo Kon Tiki), é realmente um deleite para os olhos em termos visuais, pois há inúmeras cenas magníficas em alto mar (especialmente o clímax!). No mais, tire suas próprias conclusões – mas saiba que, acima de qualquer coisa, o filme busca entreter… e essa missão ele consegue completar!

FICHA TÉCNICA
Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kevin R. McNally, Kaya Scodelario, Golshifteh Farahani, Stephen Graham, Orlando Bloom, David Wenham, Keira Knightley e Geoffrey Rush
Diretores: Joachim Rønning e Espen Sandberg
Produtor: Jerry Bruckheimer
Produtores Executivos: Mike Stenson, Chad Oman, Joe Caracciolo, Jr., Terry Rossio, Brigham Taylor
Escrito por: Jeff Nathanson
Duração: 129 minutos

Piratas do Caribe se tornou aquela franquia bem no estilo 8 ou 80: ou você gosta ou você não gosta. Após o quarto capítulo das aventuras de Jack Sparrow - que, sem dúvida, foi o mais fraco até aqui, a expectativa estava bem baixa, até mesmo para alguns fãs. Junte isso com o fato da popularidade de Johnny Depp ter despencado de uns meses para cá, e eu poderia estar falando sobre uma verdadeira bomba na forma de blockbuster. Mas... não é bem assim que Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, quinto filme da bem-sucedida franquia da Disney, pode ser resumido, pois em meio a inúmeros clichês e plots que não têm nada de twists, também há coisas boas para dissertar. A trama acompanha o jovem Henry (Brenton Thwaites), a astrônoma Carina Smyth (Kaya Scodelario) e Jack Sparrow (Depp) em suas aventuras em alto mar a fim de encontrar o lendário tridente de Poseidon, artefato que acabaria com todas as maldições do oceano. Ao mesmo tempo, o Capitão espanhol Salazar (Javier Bardem), grande e digno vilão da vez, quer se vingar de Sparrow pela maldição que ele lançou nele e em sua tripulação por muitos anos. Ciência e fé se coincidem na medida em que os caminhos do trio, Salazar e Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) vão se unindo. O que mais empolga em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é que ele se encaixa com os três primeiros filmes de maneira natural e possui uma trama interessante que não soa forçada. Claro, há uns clichês aqui e ali, mas nada de revoltante. O que pode revoltar, aliás, é a quantidade de piadas machistas. Sabemos que o universo de Piratas do Caribe sempre foi assim (principalmente por parte de Sparrow), mas não vejo necessidade de inserir tantas "sacadas" sem graça. Sorte que a personagem de Kaya Scodelario tenha presença suficiente para omitir um pouco esse fato - mesmo que ainda não consiga chegar aos pés de Keira Knightley. Mas, voltando a falar sobre a trama: quem adora a trilogia com Will Turner e Elizabeth Swann vai se divertir muito durante a projeção, que honra o passado e encerra bem o arco de todos (mesmo que, no fundo, todos saibam que a Disney continuará produzindo filmes da franquia). E, falando em Will e Elizabeth... a dupla de atores que "toma" seus lugares tem um resultado bem satisfatório em tela, tanto pela dinâmica quanto pela personalidade de seus personagens. Carina é dona de si e tem tanta força quanto Elizabeth, enquanto Henry lembra Will em inúmeros momentos. Ambos não tentam imitar a dupla original e conseguem criar seus próprios estilos, que acabam sendo bem divertidos de se assistir. Johnny Depp, por sua vez, entrega mais uma atuação automática e que, por mais que faça o público rir em alguns momentos, não vai muito além, fazendo com que seu personagem - até então, o protagonista - fique um tanto quanto apagado no aspecto geral da história. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar realmente acabou recebendo o título correto, porque é Salazar quem…

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Direção
Roteiro
Elenco
Fotografia
Efeitos Visuais

Bom

66

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