Posted On 14/05/2017 By In Críticas - Séries, Séries

Crítica: Riverdale (1ª temporada)

Por Giovanna Orlando

“Nossa história é sobre uma cidade, uma cidadezinha, e as pessoas que vivem nela. De longe, é como todas as cidadezinhas ao redor do mundo. Segura, inocente, decente. Porém, chegue mais perto, e comece a ver as coisas que estão embaixo das sombras. O nome da nossa cidade é Riverdale”.

Esse é o prelúdio de Riverdale, série nova da CW, emissora que domina o público teen com séries de heróis, distopias e, agora, um drama adolescente. A série começa após o misterioso assassinato de Jason Blossom, herdeiro da família mais rica da cidade. Como era de se esperar, um assassinato em uma cidade pequena afetou profundamente a cidade e, principalmente, a escola em que Blossom estudava.

A trama é focada em Archie e seus amigos. Como toda boa série adolescente, a série trata amizade, romance, objetificação feminina e muito drama. Riverdale aposta em boas personagens femininas (inteligentes e que lideram o grupo diversas vezes) e em um Archie complexo que vai se redescobrindo ao longo da temporada, mas a série acerta em cheio com Jughead, que consegue ser misterioso, estranho e cativante ao mesmo tempo.

Riverdale cativa. O mistério do assassinato de Jason Blossom se desenvolve a temporada inteira e, com o envolvimento de Archie e seus amigos para tentar descobrir o assassino, o espectador não quer deixar de assistir. A série consegue se sustentar com a investigação e o drama adolescente.

Porém, a série tem seus problemas. Como toda série da CW, Riverdale passa tempo de mais criando um casal, investe em dramas que tomam metade de um episódio, diálogos que beiram o ridículo e explicações longas, que podem ser boas para o público mais novo, mas cansam o público mais velho – além dos personagens clichês que caem nos estereótipos já consolidados na teledramaturgia.

Archie Andrews pode não ser apresentado como o garoto mais popular do colégio, mas fazer parte do time de futebol certamente o ajuda a ter um certo status. Ele é o heartbreaker oficial da série, e é difícil ele ter contato com qualquer personagem feminina sem rolar um clima entre os dois. Apesar da complexidade do personagem, o ator (KJ Apa) não dá conta de entregar todas as emoções e em algumas cenas soa caricato.

Betty Cooper é apresentada como a típica garota inteligente, apaixonada pelo melhor amigo e que sofre por não ser recíproco. Ainda bem que o roteiro salva a personalidade de Betty, fazendo-a sair de dama indefesa para mulher decidida em alguns episódios.

Veronica Lodge é a menina que aparece do nada na cidade, se enturma em 10 segundos e rouba toda a atenção. A evolução de Veronica ao decorrer da série é positiva. Ela perde a imagem de forasteira no começo e se mostra uma peça fundamental no grupo de Archie e nos mistérios que envolvem a trama.

Jughead Jones é um acerto, ainda que o roteiro falhe imensamente com o personagem muitas vezes. Jug é misterioso, enigmático, inteligente e sarcástico. Ele conquista seu espaço na turma de Archie e vai se abrindo aos poucos. Cole Sprouse é um dos únicos atores que consegue transmitir a complexidade do personagem, mesmo com alguns diálogos terríveis. Jughead consegue assumir o papel de protagonista na reta final da série, e é uma conquista merecida.

Cheryl Blossom é a grande injustiçada. A personagem é apresentada como a menina popular e cruel do colégio, mas quando assume o papel de vítima pelo assassinato do irmão e pela família que tem, cai bruscamente e não consegue se recuperar. O núcleo de Cheryl é um dos mais importantes da série, e a atriz entrega uma season finale dramática e incrível, mas o roteiro deixa a personagem apagada e apática na metade da série.

Riverdale é uma série com um pretexto brilhante, mas com roteiro e execução falhos. É uma série que cativa o público alvo e deixa um cliffhanger para a próxima temporada, mas não se destaca e não entra no patamar de grandes séries. A produção tem uma boa gama de atores mas alguns não entregam nem metade do que os personagens precisam. Talvez, com a renovação da série, a CW se esforce em não decair e perder o ritmo e leve Riverdale a uma direção mais corajosa. Mas por ora, é uma boa série. Só.

Por Giovanna Orlando “Nossa história é sobre uma cidade, uma cidadezinha, e as pessoas que vivem nela. De longe, é como todas as cidadezinhas ao redor do mundo. Segura, inocente, decente. Porém, chegue mais perto, e comece a ver as coisas que estão embaixo das sombras. O nome da nossa cidade é Riverdale”. Esse é o prelúdio de Riverdale, série nova da CW, emissora que domina o público teen com séries de heróis, distopias e, agora, um drama adolescente. A série começa após o misterioso assassinato de Jason Blossom, herdeiro da família mais rica da cidade. Como era de se esperar, um assassinato em uma cidade pequena afetou profundamente a cidade e, principalmente, a escola em que Blossom estudava. A trama é focada em Archie e seus amigos. Como toda boa série adolescente, a série trata amizade, romance, objetificação feminina e muito drama. Riverdale aposta em boas personagens femininas (inteligentes e que lideram o grupo diversas vezes) e em um Archie complexo que vai se redescobrindo ao longo da temporada, mas a série acerta em cheio com Jughead, que consegue ser misterioso, estranho e cativante ao mesmo tempo. Riverdale cativa. O mistério do assassinato de Jason Blossom se desenvolve a temporada inteira e, com o envolvimento de Archie e seus amigos para tentar descobrir o assassino, o espectador não quer deixar de assistir. A série consegue se sustentar com a investigação e o drama adolescente. Porém, a série tem seus problemas. Como toda série da CW, Riverdale passa tempo de mais criando um casal, investe em dramas que tomam metade de um episódio, diálogos que beiram o ridículo e explicações longas, que podem ser boas para o público mais novo, mas cansam o público mais velho - além dos personagens clichês que caem nos estereótipos já consolidados na teledramaturgia. Archie Andrews pode não ser apresentado como o garoto mais popular do colégio, mas fazer parte do time de futebol certamente o ajuda a ter um certo status. Ele é o heartbreaker oficial da série, e é difícil ele ter contato com qualquer personagem feminina sem rolar um clima entre os dois. Apesar da complexidade do personagem, o ator (KJ Apa) não dá conta de entregar todas as emoções e em algumas cenas soa caricato. Betty Cooper é apresentada como a típica garota inteligente, apaixonada pelo melhor amigo e que sofre por não ser recíproco. Ainda bem que o roteiro salva a personalidade de Betty, fazendo-a sair de dama indefesa para mulher decidida em alguns episódios. Veronica Lodge é a menina que aparece do nada na cidade, se enturma em 10 segundos e rouba toda a atenção. A evolução de Veronica ao decorrer da série é positiva. Ela perde a imagem de forasteira no começo e se mostra uma peça fundamental no grupo de Archie e nos mistérios que envolvem a trama. Jughead Jones é um acerto, ainda que o roteiro falhe imensamente com o personagem muitas vezes. Jug é misterioso, enigmático, inteligente e sarcástico. Ele conquista seu espaço na turma…

Riverdale

Direção
Roteiro
Elenco
Fotografia

Bom

63

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