Crítica: Sully – O Herói do Rio Hudson | Cinematecando

Posted On 27/11/2016 By In Críticas - Lançamentos

Crítica: Sully – O Herói do Rio Hudson

É sempre com grande expectativa que se assiste a um filme do diretor Clint Eastwood.

Este grande diretor, definitivamente, já conseguiu cravar seu nome no ‘hall dos gigantes’ do cinema como ator, produtor, diretor, e até compositor. Em sessenta anos de carreira, com créditos em mais de setenta filmes – e alguns trabalhos de televisão, como a série de faroeste Rawhide – este diretor, que já foi até prefeito de uma pequena cidade no estado da Califórnia, chamada Carmel-by-the-Sea, não tem a necessidade de provar mais nada. Mesmo assim, para a sorte do cinema e de seus seguidores, Clint Eastwood continua trabalhando a todo vapor. Neste ano, ele nos levará para embarcarmos a bordo na história real do voo US Airways Flight 1549, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência no Rio Hudson, que corta a cidade de Nova York, salvando a vida de todos os seus cento e cinquenta e cinco passageiros.

O nome do piloto capaz de tal feito inacreditável?

Capitão Chesley Sullenberger, ou simplesmente: Sully.

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Nesta nova empreitada de Eastwood, temos mais do mesmo do que se espera deste diretor que, por vezes, consegue criar e contar suas histórias de maneira brilhante, mas que sempre mostra boa forma atrás das câmeras.

Em um roteiro não-linear e bem didático (principalmente em seu terceiro ato) de Todd Komarnicki, e uma fotografia leve e contemplativa, mas com ‘marcas’ da parceria entre o diretor e o cinematógrafo Tom Stern (exemplo, quando Sully acorda de um pesadelo) que acontecem desde Dívida de Sangue (2002), tudo, e ao mesmo tempo da maneira mais simples, o que Clint Eastwood faz é elevar, destacando a carga emotiva de seu enredo da maneira sóbria que lhe é conhecida.

A cena-chave do filme, que é o pouso emergencial no Rio Hudson, é a maior amostra desta sobriedade característica do diretor. Não há um vislumbre que vise proporcionar ‘o espetáculo da cena do avião em queda’, não. A dureza real do trauma é o bastante para Eastwood. Pode não ser vibrante como a cena de O Voo de Robert Zemeckis, mas certamente não faltou emoção. Até porque em Sully – O Herói do Rio Hudson, Eastwood possui um trunfo que garante toda a carga deste incrível acontecimento: Tom Hanks.

Usualmente, o sempre carismático e muito competente ator entrega atuações superlativas e memoráveis. E, na pele do capitão Sully, ele continua nessa linha, com uma atuação de olhares e sutis contrações faciais (além de um tique com o anel da mão direita) que escondem e traduzem as emoções da personagem, que no filme, passa por uma investigação feita pela Agência de Regulação Aérea, que visa entender o acidente e concluir se as ações do piloto foram a melhor escolha.

Tom Hanks, assim como outros protagonistas de Eastwood, possui grande força e está na mesma lista de Kevin Costner, Meryl Streep, Sean Penn, Hilary Swank e Morgan Freeman. Todos estes, com excepcionais atuações sob o comando de Clint Eastwood.

Vale destacar também o bom trabalho do ator Aaron Eckhart (sempre muito dedicado!), que interpreta o copiloto e amigo de Sully.

Certamente, Sully – O Herói do Rio Hudson não se encontra entre os trabalhos mais espetaculares da filmografia do eterno ‘homem sem nome’. Todavia, este também é mais um dos bons trabalhos do diretor, que possui uma filmografia extensa com filmes excelentes (Os Imperdoáveis, Sobre Meninos e Lobos, Gran Torino), ótimos (Um Mundo Perfeito, Menina de Ouro, Cartas de Iwo Jima), muito bons (As Pontes de Madison, A Conquista da Honra, J. Edgar), bons (Cowboys do Espaço, A Troca, Invictus), e também alguns mais irregulares (Além da Vida, Jersey Boys: Em Busca da Música, Sniper Americano).

Mas o que importa é que Clint Eastwood, no alto de seus oitenta e seis anos de idade, continua trabalhando (obs.: na mesma faixa etária, só perde para Woody Allen que ‘bate cartão’ com um filme por ano), e em alto nível, sendo ainda, e cada vez mais relevante para a história do cinema. E a julgar pelo seu ânimo e paixão, para o prazer dos aficionados por cinema, Eastwood não está nem cogitando pisar no freio.

FICHA TÉCNICA
Título Original: Sully
Direção: Clint Eastwood
Produção: Village Roadshow Pictures; Flashlight Films; The Kennedy/Marshall Company; Malpaso Productions; Warner Bros. Pictures
Roteiro: Todd Komarnicki
Gênero: Drama biográfico
Duração: 96 minutos
Classificação: 10 anos
Elenco: Tom Hanks (Chesley “Sully” Sullenberger); Aaron Eckhart (Jeffrey “Jeff” Skiles); Laura Linney (Lorraine Sullenberger)

É sempre com grande expectativa que se assiste a um filme do diretor Clint Eastwood. Este grande diretor, definitivamente, já conseguiu cravar seu nome no ‘hall dos gigantes’ do cinema como ator, produtor, diretor, e até compositor. Em sessenta anos de carreira, com créditos em mais de setenta filmes - e alguns trabalhos de televisão, como a série de faroeste Rawhide - este diretor, que já foi até prefeito de uma pequena cidade no estado da Califórnia, chamada Carmel-by-the-Sea, não tem a necessidade de provar mais nada. Mesmo assim, para a sorte do cinema e de seus seguidores, Clint Eastwood continua trabalhando a todo vapor. Neste ano, ele nos levará para embarcarmos a bordo na história real do voo US Airways Flight 1549, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência no Rio Hudson, que corta a cidade de Nova York, salvando a vida de todos os seus cento e cinquenta e cinco passageiros. O nome do piloto capaz de tal feito inacreditável? Capitão Chesley Sullenberger, ou simplesmente: Sully. Nesta nova empreitada de Eastwood, temos mais do mesmo do que se espera deste diretor que, por vezes, consegue criar e contar suas histórias de maneira brilhante, mas que sempre mostra boa forma atrás das câmeras. Em um roteiro não-linear e bem didático (principalmente em seu terceiro ato) de Todd Komarnicki, e uma fotografia leve e contemplativa, mas com ‘marcas’ da parceria entre o diretor e o cinematógrafo Tom Stern (exemplo, quando Sully acorda de um pesadelo) que acontecem desde Dívida de Sangue (2002), tudo, e ao mesmo tempo da maneira mais simples, o que Clint Eastwood faz é elevar, destacando a carga emotiva de seu enredo da maneira sóbria que lhe é conhecida. A cena-chave do filme, que é o pouso emergencial no Rio Hudson, é a maior amostra desta sobriedade característica do diretor. Não há um vislumbre que vise proporcionar ‘o espetáculo da cena do avião em queda’, não. A dureza real do trauma é o bastante para Eastwood. Pode não ser vibrante como a cena de O Voo de Robert Zemeckis, mas certamente não faltou emoção. Até porque em Sully – O Herói do Rio Hudson, Eastwood possui um trunfo que garante toda a carga deste incrível acontecimento: Tom Hanks. Usualmente, o sempre carismático e muito competente ator entrega atuações superlativas e memoráveis. E, na pele do capitão Sully, ele continua nessa linha, com uma atuação de olhares e sutis contrações faciais (além de um tique com o anel da mão direita) que escondem e traduzem as emoções da personagem, que no filme, passa por uma investigação feita pela Agência de Regulação Aérea, que visa entender o acidente e concluir se as ações do piloto foram a melhor escolha. Tom Hanks, assim como outros protagonistas de Eastwood, possui grande força e está na mesma lista de Kevin Costner, Meryl Streep, Sean Penn, Hilary Swank e Morgan Freeman. Todos estes, com excepcionais atuações sob o comando de Clint Eastwood. Vale destacar também o bom trabalho do ator Aaron Eckhart…

Nota

Sully – O Herói do Rio Hudson

Bom

Em 15 de janeiro de 2009, o mundo testemunhou o “Milagre no Hudson”, quando o Capitão “Sully” planou com seu avião danificado até cair nas águas geladas do Rio Hudson, salvando as vidas dos 155 passageiros a bordo. Contudo, apesar de Sully ser saudado pelo público e pela mídia por seu feito sem precedentes na história da aviação, inicia-se uma investigação que ameaça sua reputação e sua carreira.

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