Críticas - Lançamentos | Cinematecando
era uma vez um deadpool critica
A arte da autoironia Motivos não faltam para Deadpool ter caído no gosto do público, cujo perfil é para lá de heterogêneo e composto por fãs das HQs do anti-herói e por quem não se ligava tanto no personagem até Ryan Reynolds trazê-lo à telona e ter levado às últimas consequências o mea culpa histórico pela polêmica versão de Wade Wilson em X-Men Origens: Wolverine. Outro aspecto significativo para Deadpool ter se tornado um hit é o humor sem filtros e descompromissado, o que dialoga com a essência do personagemRead More
Sobre vícios, incapacidade, e vontade de viver A cada ano temos no cinema diversas biografias de artistas famosos, o que, felizmente, é útil para levar conhecimento ao público e emocioná-lo de alguma forma. É muito bom saber que a última cinebiografia do ano de 2018, é algo particularmente original. À Pé Ele Não Vai Longe é um tocante drama que se constrói por meio de uma abordagem cômica presente nas entrelinhas dos diálogos e das ações dos personagens. O filme conta a história real do conhecido cartunista John Callahan (JoaquimRead More
bird box critica
Maternidade ofuscada Tratar da maternidade em um mundo pós-apocalíptico diante de uma história que se altera em duas épocas diferentes é desde o início arriscado. Num âmbito literário talvez isso seja mais fácil, por permitir mais detalhes e momentos entre os personagens, o que provavelmente funcionou no livro Caixa de Pássaros, escrito por Josh Malerman. Porém nem tudo que lemos deveria ser adaptado para o cinema, pelo menos não de certas maneiras. O filme Bird Box, lançado como original Netflix, nos deixa angustiados e tensos em determinadas cenas, mas possuiRead More
o retorno de mary poppins critica
Nostalgia e deslumbre à flor da pele O que de novo ou ao menos necessário um retorno da icônica Mary Poppins poderia trazer para os dias atuais? Deve ter sido a indagação dos produtores, do roteirista David Magee e do diretor Rob Marshall ao longo da preparação deste filme. Mary Poppins (1964) é um dos clássicos mais atemporais da história do cinema, trazendo uma babá mágica interpretada pela talentosa Julie Andrews (em um papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz) que consegue trazer felicidade para qualquer família, eRead More
aquaman critica
Um herói afogado no espetáculo Excesso. Essa é a palavra que vem à cabeça no final das quase duas horas e meia da projeção de Aquaman, depois de um tsunami de cores, figurinos berrantes e efeitos em computação gráfica ter invadido a tela. Tudo para dar um ar grandioso ao herói interpretado por Jason Momoa, criado nos quadrinhos por Paul Norris e Mort Weisinger, e que após ser introduzido em Liga da Justiça ganha sua própria aventura de origem. A grandiosidade de fato está lá, mas vem acompanhada de umaRead More
colette critica
A mulher que não cabia em apenas um corpo Satisfatória é a evolução do trabalho do cineasta Wash Westmoreland em Colette, se comparado com seu projeto anterior Para Sempre Alice, estrelado por Julianne Moore. Certamente não existe nenhuma performance em seu novo filme, sobre a escritora/jornalista/atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette, que tenha conseguido bater de frente com o apuro técnico de Moore ao interpretar uma mulher diagnosticada com Alzheimer. Contudo, todo o restante foi aprimorado, especialmente a dinâmica e a interlocução entre as personagens. O primeiro longa de Wash Westmoreland semRead More
As intermitências da vida Um momento aparentemente aleatório, mas que se revela extremo em uma fração de segundos, pode determinar as vidas de muitas pessoas – inclusive as de quem não tem nenhum vínculo com os protagonistas. Esta é a premissa de A Vida em Si. O longa-metragem dirigido por Dan Fogelman tem momentos nos quais a metalinguagem está relacionada à construção de um roteiro e contém metáforas sobre essa mesma lógica. Isso fica evidente logo nas primeiras cenas, quando Samuel L. Jackson surge como um narrador irreverente e relaxadoRead More
Repetindo sem cativar Quando um diretor/roteirista, dentro de todas suas possibilidades, resolve optar por trazer em suas cenas aquilo que o público já está esperando sem nenhuma abordagem diferente (o famoso clichê), ele até pode ser questionado e massacrado por muita gente. Mas a verdade é que o pior é quando um filme faz isso, e ainda por cima de uma maneira preguiçosa e confusa, a ponto de revoltar o espectador. É nessa infeliz e problemática esfera que se encontra o filme O Chamado do Mal. Um casal acaba de se mudarRead More