Games marcantes de terror | Cinematecando

Posted On 27/10/2016 By In Games

Games marcantes de terror

Como todos sabemos, esta é a semana do Halloween, e o Cinematecando pensou em trazer alguns conteúdos relacionados ao tão famoso Dia das Bruxas. Começaremos com os tão conhecidos “games de terror”. A lista vai desde jogos simples e sequências famosas de clássicos até os jogos mais evoluídos e repleto de gráficos apavorantes, seguindo uma certa cronologia. Uma boa recordação para os que já conhecem, e uma ótima indicação para aqueles que pretendem conhecer!

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Os jogos de terror começaram a aparecer nos anos 80 em plataformas como Atari e Sega, quando os desenvolvedores de jogos eletrônicos perceberam uma ótima oportunidade para trazer aos consumidores de terror uma experiência única, real e empolgante, que prometia ser mais divertido e assustador que os próprios filmes e livros, pois agora era você quem tomava as decisões de onde ir e o que fazer, apesar dos recursos em termos gráficos e de jogabilidade ainda serem escassos na época. Porém, os games de terror só foram realmente se tornar frequentes durante a década de 90, quando se dividiram em subgêneros de forma mais clara, como os conhecidos survival horror, terror psicológico, ação e aventura com tema assustador e vários outros, incluindo o surgimento do first-person shooter (visão em primeira pessoa) com o clássico do terror Doom (1993), o primeiro jogo do gênero exclusivo da Microsoft Windows, que pôde dar a sensação do jogador ser o próprio personagem do jogo cheio de armas e criaturas monstruosas. Outro clássico da época que viria a ser uma série de jogos, foi Alone in the Dark (1992), trazendo muita tensão na exploração de uma mansão cheia de assombrações. Mas foi com a chegada do Playstation que o gênero revolucionou, aumentando sua jogabilidade e levando aos jogadores duas das maiores séries de jogos de todos os tempos, Resident Evil (1996) e Silent Hill (1999). A primeira trouxe zumbis e muito tiro sem nenhum receio, já a segunda mostrou ótimos ângulos de câmera, neblinas densas, histórias assustadoras, além de vários demônios e enigmas.

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O início do século XXI foi imensamente importante para a evolução dos jogos de terror. Não apenas em termos gráficos, mas também em subgêneros. Um subgênero de terror que foi muito explorado pelos jogos de PC, foi o point-and-click (jogado apenas com o mouse), que, apesar de inicialmente aparentar ser um estilo medíocre, alcançou popularidade entre muitos, chamando a atenção por saber conduzir o jogador em um clima de terror específico, por entre incontáveis sustos e uma trilha sonora arrepiante. Alguns exemplos são: The House (2005), um jogo curto, que permite o jogador ter contato com uma história macabra através de papéis na casa; e o famoso e mais recente Five Nights at Freddy’s (2014), que não traz nenhum enredo a ser descoberto pelo jogador, porém conquista nossa atenção por conter bonecos bem assustadores. A evolução dos jogos eletrônicos de terror vai além, com games sinistros como a famosa série de jogos japonesa de survival horror chamada Fatal Frame (2001), que leva o jogador a enfrentar fantasmas por uma mansão que cruzam seu caminho. Consoles de nova geração deram maior capacidade gráfica e de memória para jogos mais pesados, evoluídos e cada vez mais convincentes. Bons exemplos são as conhecidas sagas F.E.A.R. (2005) e Dead Space (2008).

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É inegável que conforme a tecnologia avança, os jogos ficam cada vez mais modernos. E o terror não fica de fora. A cada ano jogadores têm a chance de experimentar diversas novidades no mercado dos games, seja por jogos recém lançados com novas histórias assustadoras e ambientes tenebrosos, ou por mecanismos inovadores como o Oculus Rift, um dispositivo atual que permite ao jogador uma experiência em VR (Realidade Virtual), em que podemos ter uma visão total do personagem com que jogamos, virando a cabeça para os lados, e no caso do terror, sentindo de forma mais real todos os sustos e tensões que o game nos proporciona. Alguns jogos ousados que chegaram junto com essa época cheia de novidades, foram games de terror psicológico como Alan Wake e Amnesia: The Dark Descent, ambos de 2010. Jogos com zumbis também não faltaram, como o popular The Walking Dead (2012), além de estimados games de survival horror como sequências de Dead Rising (2006) e Dead Island (2011), o famoso The Last of Us (2013) e Dying Light (2015). Não podemos nos esquecer do tão falado Slender: The Eight Pages (2012) de PC, em que somos surpreendidos de repente por aquela criatura esquisita sem rosto e de braços longos. Diversos outros games foram importante para difundir as sensações causadas pelo terror. Entretanto, os horrores não param por aí, há ainda alguns últimos lançamentos do gênero que definitivamente dominaram o mundo dos games com histórias envolventes e uma atmosfera sombria. Esses jogos incríveis levaram o terror a outro patamar, portanto merecem destaque e você confere-os agora:

Outlast (2013)

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Um dos games que mais revolucionou o gênero, trazendo momentos frenéticos que deixam o coração do jogador a mil. O jogador controla Miles Upshur, um jornalista que decide investigar o que correu mal num asilo norte-americano. Outlast decorre todo na perspetiva de primeira pessoa, e Miles não tem acesso a nenhuma arma durante o jogo. O único acessório a que podemos recorrer é a sua câmara de filmar, que inclui visão noturna, o que é essencial para tentar sobreviver a este pesadelo. A história nos surpreende, e os movimentos rápidos de câmera facilitam nossa imersão no jogo.

Among the Sleep (2014)

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Qual o melhor jeito de fazer o jogador se sentir numa posição frágil e indefesa? Colocando-o como um bebê. Este jogo genial e fantasioso consegue prender a atenção de qualquer um. Você controla uma criança de 2 anos que vai passar por uma noite de cão, coisas estranhas começaram a acontecer ao seu redor e ele somente poderá contar com a ajuda de seu inseparável ursinho. Seu objetivo é encontrar seus pais, afinal de contas você acordou e não achou nenhum deles e de repente coisas assustadoras começam acontecer. O jogo brinca com “a fronteira entre sonho e realidade”, o que deverá fazer com que você questione o que é sobrenatural e o que é meramente a percepção da criança. Assustador e muito tenso.

P.T. (2014)

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Apesar do exclusivo da Playstation já não estar mais disponível para download, ainda é possível assistir ao jogo completo em inúmeros vídeos do YouTube, e eu garanto: vale a pena. A história desse jogo pavoroso é descoberta aos poucos, a única coisa que você sabe é que acabou de acordar em uma sala escura e, saindo dela, é preciso explorar a casa, resolver alguns enigmas, e dar vários “loops” pelas portas para tentar sair deste terrível lar. P.T., que já é curto, pode se tornar lento e cansativo em alguns momentos, mas consegue atingir o jogador em cheio quando este menos espera. Sustos e medo são garantidos por várias vezes.

Until Dawn (2015)

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Os jogos de videogame estão cada vez mais evoluídos. Hoje temos até atores de cinema/televisão que participam de jogos que com uma grande tecnologia conseguem manter seus traços faciais. Until Dawn se assemelha a jogos como Heavy Rain (2010), Beyond Two Souls (2013) e Life is Strange (2015) por trazer circunstâncias em que o jogador é quem toma as decisões que irá resultar em um de vários finais possíveis, porém ao trazer isso para um terror que se assemelha muito com os famosos “slashers” dos anos 80 por conter personagens estereotipados e vários clichês, o jogo se torna no mínimo inovador. A história parte dos amigos Sam (Hayden Panettiere), Mike (Brett Dalton), Josh (Rami Malek), Ashley (Galadriel Stineman), Chris (Noah Fleiss), Matt (Robert Ri’chard), Emily (Nichole Bloom) e Jessica (Meaghan Martin) que passam a noite no chalé da família de Josh no aniversário do desaparecimento de suas irmãs gêmeas Beth e Hannah (Ella Lentini), sem perceberem que estão sendo perseguidos por um psicopata. Em certos momentos da história, o jogador tem algumas consultas com o analista Dr. Hill (Peter Stormare), o que só apimenta os mistérios do jogo.

Layers of Fear (2016)

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Neste jogo de terror psicológico, o jogador viaja na mente de um pintor insano. A história, assim como em P.T., descobrimos aos poucos, conforme exploramos o ambiente, as portas, e os itens. A trilha sonora, junto a fotografia, é carregada de emoções e sabe conduzir o jogador às sensações mais angustiantes possíveis. Sem dúvida é mais um dos melhores jogos do gênero já feitos, sabendo trabalhar com elementos curiosos como obras de arte, problemas familiares, e uma mente completamente louca.

Os anos têm sido produtivos e promissores, e nós, jogadores apaixonados, estamos cada vez mais animados com essa evolução dos jogos de terror que nos proporciona tantos momentos marcantes e inesquecíveis. Que venham mais pérolas audiovisuais.