Posted On dezembro 15, 2016 By In Artigos - Séries, Séries

O super crossover da DC no canal Warner

Quando a Warner Channel estreou a série Arrow na TV, não se sabia exatamente qual seria o destino da editora DC Comics. Após anos falhando em produzir filmes baseados em seus quadrinhos, a DC apostou em desenvolver as séries dos personagens. Mas será que eles teriam uma fórmula para dar certo? Arrow rendeu tão bem que logo deram espaço para o nosso querido velocista escarlate The Flash. Posteriormente, trouxeram a Supergirl para a segunda temporada na Warner, e logo deram lugar para as lendas dos viajantes do tempo em Legends of Tomorrow.

Claro que esse conjunto de super heróis teria que render um crossover épico. E rendeu! Mas por que as séries e o crossover foram tão bem? Trabalhar com quem realmente é fã dos quadrinhos da DC e entendê-los como são, traduzindo-os e moldando-os à nossa sociedade atual para se tornarem mais reais, sem perder sua essência, foram um dos primeiros passos. Além dos roteiristas terem dado uma dinâmica na história, porque quase todo mundo já se conhecia, partindo logo para a ação. E, apesar da história compartilhada, cada episódio seguia com a sua própria trama, dando um certo ponto de ignição para seguir os próximos capítulos.

Spoilers abaixo!

The Flash

A série do nosso querido velocista escarlate Barry Allen é considerada a mais fácil de se identificar entre as quatro séries, mesmo com os meta-humanos (aliás, são eles que trazem a humanidade à flor da pele). Você pode ter o poder que quiser, são as suas escolhas que te fazem humano. Já com 3 temporadas, a primeira temporada não apenas mostra Flash descobrindo seus poderes e como usá-los para o bem como também mostra a reviravolta no final, sobre a morte de sua mãe que o perseguia. Enfim a vingou e, no meio do caos, abriu a singularidade que puxou para a segunda temporada. A singularidade abriu novas ameaças e, então, conhecemos o vilão Zoom, que infelizmente matou seu pai no final da temporada e fez o Barry muito mais humano, usando seu poder erroneamente de voltar ao passado. Toda a dor que passava fez abrir a terceira temporada Em Flashpoint, ele nos mostra que ao tentar corrigir algo podemos criar novos erros. “Barry, você não é Deus”. Essa frase é citada inúmeras vezes durante essa terceira temporada, tornando o tema ‘escolhas’ como elemento principal nesta temporada da série. Quando os Dominadores invadem a Terra, Flash pensa que finalmente aparece uma ameaça que não foi culpa dele – quando na verdade, é culpa dele de certa forma, mas nem tudo está sempre ao nosso alcance e se não fosse por ele, outra pessoa traria novas ameaças. É sua a missão de unir os heróis, resolver os problemas pessoais e derrotar os inimigos.

Supergirl

A primeira temporada foi produzida pela CBS e, então, conhecemos Kara Danvers, que queria ser a Supergirl e ao mesmo tempo tinha medo de ser quem ela era. Qual era o peso de ser quem é? Na segunda temporada, produzida pela Warner para entrar no time dos heróis, encontramos uma Kara mais decidida e com um roteiro muito mais dinâmico, trazendo metáforas que são paradigmas na sociedade. A Warner se encarregou de empoderar a Supergirl como Supergirl e como Kara Danvers, sendo o ponto de discussão de temas na nossa realidade, transformando a personagem muito mais fácil de se identificar. No crossover, Barry pede ajuda a ela (já que estão enfrentando alienígenas, nada mais justo combater com uma ao lado deles).

Arrow

Estreou em 2012 e carregava o peso do futuro da DC, sempre tomando uma forma mais sombria. A série trabalhou com vilões e heróis populares e não tão populares dos quadrinhos da DC, transformando-a como uma possível porta de entrada a outras séries solos de heróis. Apesar do Arqueiro Verde ter aparecido na série Smallville, Arrow trouxe um Oliver Queen (Stephen Amell) mais profundo, sombrio e enigmático. Não há uma vez que dê para assistir a série sem ter momentos de “segura a respiração”. Após 4 temporadas inteiramente trabalhadas de forma complexa e sempre com o peso do significado da perda, nesta 5ª temporada isso se torna cada vez mais explícito quando os personagens lidam com o luto da morte de Laurel Lance a.k.a Canário Negro (Katie Cassidy), fazendo os personagens se afastarem de Arqueiro Verde e carregando o tema: arrependimento. Assim se formou uma nova equipe do time Arqueiro Verde, com Evelyn Sharp, Wild Dog e Curtis e o veterano, Diggle, enfrentando o vilão Prometheus (que não é o mesmo da Liga da Justiça). No crossover, Barry pede ajuda de Oliver para deter o grupo de alienígenas chamados Dominadores, o qual a agência secreta A.R.G.U.S tinha conhecimento da espécie visitante. No episódio de Arrow, Oliver, Diggle, Sara, Palmer e Thea são abduzidos pelos alienígenas e vivem uma realidade paralela em que Laurel Lance está viva e vai se casar com Oliver, sendo que nenhum deles lutavam e o Arqueiro Verde era na verdade, John Diggle. Papéis invertidos e distorcidos. Esse episódio foi apenas um dos motivos que demonstra o luto constante da morte de Laurel. Quando voltam à realidade, percebem que, mesmo diante de tudo, precisam seguir em frente e juntos.

Legends of Tomorrow

Se há algo que aprendemos em Flash, é que é perigoso mexer com a linha do tempo. Mas e quando precisamos alterá-la para o bem da humanidade no futuro sem interferir no passado? Unindo heróis e vilões extraordinários para salvar o mundo do vilão Vandal Savage (que o conhecemos no crossover entre Flash e Arrow), essa é uma série spin-off, trazendo o Mestre do Tempo, Rip Hunter, e que junta a Canário Branco, conhecida como Sara Lance, Ray Palmer como Átomo, Nuclear (Martin Stein e Jefferson Jackson), o Capitão Frio, Leonard Snart, o Onda Térmica como Mick Rory e Mulher-Gavião e Gavião-Negro como Kendra Saunders e Carter Hall, na missão de impedir Savage de dominar o mundo.

A primeira temporada foi extremamente focada em Savage e na Mulher-Gavião e Gavião-Negro, na segunda temporada abrange a história dos outros personagens, tornando-os mais complexos e dando vida a novos personagens como Vixen, Amaya Jiwe e Cidadão Gládio, Nathan Heywood com a missão de reparar alguns graves erros da humanidade. No episódio do crossover, eles voltam no tempo para capturar um Dominador e tentar entender por que eles estão na Terra e o que querem. Uma vez entendido isso, eles entendem também que uma vez eles mexem com a linha do tempo, por mais cuidado que tenham isso também traz novas ameaças, e não importa o quanto façamos por boa vontade ou pelos quais interesses sejam. Sendo o último episódio, uma reunião dos heróis é reconstituída.

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Redatora do Cinematecando | Chef, radialista, 25 anos. Apaixonada desde sempre por cinema e comida, hoje tenta equilibrar as duas coisas na sua vida. Seu dia favorito quando criança era sexta-feira, porque era dia de alugar filme na locadora e comer gostosuras em casa. Fã de carteirinha de Neil Gaiman, Tolkien e Star Trek, ama quando fazem filmes baseados em livros e faz maratonas de séries ou filmes a cada folga que tem.