Posted On agosto 31, 2016 By In Artigos

Quatro animes que agradariam mesmo quem não gosta do gênero

É muito difícil encontrar um entusiasta de quadrinhos e animações japonesas que não cultivou tal paixão durante a infância. E nós sabemos disso. Mas algumas obras conseguem se afastar tanto do que entendemos como clichês japoneses ao ponto de agradarem audiências de diversos gostos. É através dessa perspectiva que o Cinematecando indica quatro animes consagrados para pessoas que nunca tiveram interesse nas animações do país do sol nascente.

DEATH NOTE (2006)
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Você pode não ter assistido, mas deve ter visto algo sobre este anime na internet, ou nas conversas do seu grupo de amigos. Raito Yagami (ou Light na versão americana) é um adolescente japonês tradicional, desiludido com o tédio e a vida escolar de um pré-vestibulando. Ao fim do período de aula de outro dia fastio, Light encontra um caderno intitulado Death Note (Caderno da Morte) contendo as seguintes instruções:

“1. O humano que tiver seu nome escrito neste caderno morrerá em quarenta segundos.

2. É importante que o usuário tenha o rosto da vitima em mente, para que pessoas com o mesmo nome não sejam afetadas.

3. O usuário tem 6 minutos e 40 segundos para descrever a forma que a pessoa deve morrer. Caso contrário, a vitima morrerá de ataque cardiaco.”

Ao atestar a veracidade do Death Note, Raito adota o codinome Kira, e inicia uma grande chacina, acabando com bandidos e terroristas. Algo que classifica como a limpeza preparatória para seu novo mundo. As autoridades, intrigadas com as mortes misteriosas que andam acontecendo, recorrem ao melhor detetive do mundo, conhecido apenas pelo codinome L. E então, inicia-se o grande conflito entre os dois gênios, O anime também levanta um diálogo ético interessante. Apesar da utilização do Death Note para limpar o mundo de criminosos, cabe ao protagonista julgá-los?

Por incrivel que pareça, Death Note segue uma lógica muito semelhante a Breaking Bad: Dois inimigos que se enfrentam em uma batalha quase psicológica, repleta de investigações e cliffhangers. Os protagonistas de ambas as séries, Walter White e Raito Yagami, possuem diversas características em comum, como o desvio completo de caráter e a ambição sobreposta à moral. Encontrar fãs devotos da animação não é uma tarefa complicada. O anime tem 37 episódios e está disponível no Netflix.

FULLMETAL ALCHEMIST BROTHERHOOD (2009)
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Sem sombra de dúvida, uma das melhores adaptações da última década. Tudo em Fullmetal Alchemist Brotherhood, baseado no mangá da escritora Hiromu Arakawa, é encantador. A qualidade da animação (feita pelo renomado Studio Bones), a maneira que a história amarra seus pontos e a profundidade na exploração dos personagens são alguns dos muitos atrativos deste anime.

Em uma tentativa desesperada de trazer sua mãe de volta à vida, os irmãos Edward e Alphonse Elric iniciam uma sessão de alquimia proibida, sem perceber que estão infringindo a lei absoluta da troca equivalente: “Para receber algo, deve-se dar em troca algo de mesmo valor”. Durante a transmutação, Alphonse perde seu corpo, e Edward é obrigado a oferecer um braço e uma perna para selar a alma de seu irmão em uma armadura.

Anos depois, os irmãos Elric continuam determinados a recuperar o corpo de Alphonse através da misteriosa pedra filosofal, capaz de conceber poderes absolutos a seu dono. Porém, os irmãos não são os únicos que estão à procura de tal poder. A maneira que Fullmetal Alchemist desenvolve seus personagens ao longo dos 68 episódios é notável, sendo este um dos pontos altos da série. Esteja preparado para lidar com mortes de figuras importantes.

AKIRA (1988)ZZ16828CD3

Outro clássico em nossa lista. Este longa ostenta a aprovação de 87% por parte dos críticos no site Rotten Tomatoes. A história se passa em Neo-Tóquio, construída acima da capital japonesa após a mesma ter sido arrasada durante a Terceira Guerra Mundial. Um projeto militar secreto volta a ameaçar a cidade ao transformar um motoqueiro em um psicopata. Apenas um jovem é capaz de detê-lo.

Akira consegue juntar uma ótima história com cenas de ação intensas como, nas palavras do crítico Geoff Andrew do Time Out, uma esplêndida junção entre Blade Runner e The Warriors.

Rumores ainda não confirmados apontam que os direitos para uma adaptação hollywoodiana de Akira estariam nas mãos do diretor Christopher Nolan (Batman, Inception). Nolan, inclusive, teria contato com integrantes da produção do longa de 1988.

A VIAGEM DE CHIHIRO (2001)maxresdefault

Sempre que um filme levar a assinatura do respeitado Hayao Miyazaki, você pode elevar suas expectativas ao máximo. Chihiro é uma garotinha mimada que está se mudando para outra cidade com seus pais. Por deixar sua zona de conforto, a garota não esconde sua insatisfação com a nova vida que lhe aguarda. Durante o trajeto, seu pai acaba errando o caminho, indo parar na frente de um túnel guardado por uma estranha estátua.

Novamente contrariando as vontades da garota, os pais de Chihiro entram no túnel misterioso, iniciando uma trajetória fantástica no estilo Alice no País das Maravilhas. Em um mundo paralelo habitado por criaturas e entidades fantásticas do folclore japonês, Chihiro precisa se virar para reencontrar seus pais e retornar ao mundo dos humanos.

O clássico do Studio Ghibli – guarde este nome, você o verá novamente em postagens futuras do Cinematecando – tem um lugar especial no coração dos entusiastas. Apesar de não ter feito sucesso por aqui, A Viagem de Chihiro ganhou um Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002, além do Oscar de Melhor Animação de 2003.

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Redator do Cinematecando | Jornalista, 23 anos. Aficionado por música, games, livros, esportes e café. Me interessei por cinema na infância, através de Star Wars, The Matrix e outras nerdices. Gosto de filmes do Tarantino e de momentos solitários com meus fones.