Séries | Cinematecando
O poder da compreensão e da aceitação Inegavelmente, Atypical se tornou uma das séries sobre inclusão mais populares do mundo desde que sua primeira temporada foi distribuída pela Netflix em 2017. Primeiramente focada apenas em apresentar o cotidiano de seu protagonista Sam (e os cuidados de seus familiares e amigos próximos), um jovem autista que lida com as dificuldades mais inimagináveis possíveis, a série tinha pouquíssimo espaço para que os ótimos personagens secundários também brilhassem. Com isso, desde a segunda temporada o roteiro da série se dedicou cada vez maisRead More
Entre mentiras, falsidades e altos riscos O universo adolescente de Baby e a abordagem do diretor Andrea De Sica foram muito bem apresentados em sua primeira temporada, porém muito mal resolvidos e esclarecidos. Em sua segunda temporada, ainda notamos traços de indefinição em relação à mensagem que a série busca transmitir, mas ao menos o roteiro parece perder menos tempo com cenas desnecessárias e parte logo para as problematizações de cada personagem, em suas enrascadas e mentiras. Apesar de amarrar melhor seus arcos e torná-los mais interessantes, a série aindaRead More
Sobre conviver e lidar consigo mesmo Não é sempre que pensamos o quão ruim, estranho e ao mesmo tempo bom, seria ter que conviver consigo mesmo, literalmente como se existisse outra pessoa idêntica a nós, ainda mais em uma versão a princípio “melhorada”. Como se daria a relação entre dois de nós e nossos conhecidos, familiares, amigos e colegas de trabalho? De forma metafórica e criativa, a série original da Netflix Cara x Cara aborda várias dessas questões de forma leve, obviamente engraçada e além de tudo promete diversos momentosRead More
Entre o pessoal e o profissional O clima investigativo que Mindhunter soube construir muito bem durante sua primeira temporada a colocou facilmente no posto de uma das melhores séries da Netflix. Os roteiristas e produtores parecem ter proposto um desenvolvimento de segunda temporada que valoriza muito do que já nos foi apresentado, mas organizando subtramas de uma forma diferente e menos dinâmica que é facilmente sentida pelo espectador após dois ou três episódios da nova temporada. Podendo dividir os gostos do público ou não, é um fato que mais interessantíssimasRead More
Os anos 80 passam bem O quão difícil pode parecer encontrar meios de agradar e surpreender uma legião de fãs com cenas emocionantes que valorizem e mantenham um espírito único de união entre treze personagens principais e diversos arcos desenvolvidos em duas excelentes temporadas, e ao mesmo tempo trazer novas questões e reflexões pertinentes em seu enredo, sem perder suas referências? Parece ser uma tarefa árdua para diversos diretores e roteiristas profissionais, mas aparentemente não tanto quando se trata da competente equipe por trás de Stranger Things. Após a rápidaRead More
A complexidade e a profundidade do cinema alemão Há anos sabemos que a Alemanha é um país que possui características ímpares e uma forma muito íntima, reflexiva e profunda de expor sua arte. No cinema, percebemos isso desde o expressionismo alemão e obras de diretores consagrados como Wim Wenders, Fassbinder e Werner Herzog, até obras marcantes do século XXI, como Adeus Lênin (2003), e A Onda (2008). Também sabemos que Dark não se trata de um filme, e sim de uma série. Porém, todo seu aspecto cinematográfico e suas discussõesRead More
Quem procura uma distração na Netflix  para o fim de semana, é bom passar longe de Olhos que Condenam. A minissérie é fortemente não recomendada para quem busca o sono dos justos, também conhecido como autoengano. A minissérie de Ana DuVernay é uma mola propulsora das revoltas mais agudas para quem vive em 2019 – e olha que a história, baseada em fatos reais, é de 1989, e a concorrência 30 anos depois é considerável. O que irrita nos quatro capítulos da série é que, se você tem qualquer referênciaRead More
Menos humanos e mais conectados Como nos últimos anos, a Netflix disponibiliza uma nova temporada de Black Mirror para que os fãs possam matar sua sede de assistir situações aparentemente incomuns (ainda que não impossíveis) envolvendo tecnologia, interpessoalidade, e apontamentos críticos à alienação social. O nome que a famosa série britânica carrega ainda é capaz de fazer praticamente qualquer espectador entregar suas atenções à qualquer episódio escrito por Charlie Brooker, independentemente do histórico de erros do roteirista. A nova temporada é mais uma composta por altos e baixos. De início,Read More