Séries | Cinematecando
Anjos tortos que vivem na sombra Uma série sobre anjos agnósticos. Assim pode ser definida, pelo menos pela primeira temporada, Ninguém Tá Olhando, produção nacional original da Netflix. Apesar de ter como protagonistas criaturas conhecidas por serem celestiais, a atração foge das representações tradicionais de céu e inferno e chega até mesmo a questionar a existência de uma força superior que esteja regendo os acontecimentos terrenos. Criada pelo trio Daniel Rezende (responsável por Bingo – O Rei das Manhãs e Turma da Mônica – Laços e indicado ao Oscar pelaRead More
A essência do espírito adolescente e da rebeldia Como dizia a sábia escritora e psicóloga Terri Apter, “a adolescência é a permissão da sociedade para combinar a maturidade física com a irresponsabilidade psicológica”. O final da adolescência e o início da vida adulta é um período complexo, difícil e até confuso. Não sabemos exatamente como agir, nem mesmo como exatamente as pessoas esperam que ajamos. Se as fartas expectativas em torno de nossas ações, e os obstáculos que parecem ser o fim do mundo, aliados à toda insegurança, incerteza eRead More
O poder da compreensão e da aceitação Inegavelmente, Atypical se tornou uma das séries sobre inclusão mais populares do mundo desde que sua primeira temporada foi distribuída pela Netflix em 2017. Primeiramente focada apenas em apresentar o cotidiano de seu protagonista Sam (e os cuidados de seus familiares e amigos próximos), um jovem autista que lida com as dificuldades mais inimagináveis possíveis, a série tinha pouquíssimo espaço para que os ótimos personagens secundários também brilhassem. Com isso, desde a segunda temporada o roteiro da série se dedicou cada vez maisRead More
Entre mentiras, falsidades e altos riscos O universo adolescente de Baby e a abordagem do diretor Andrea De Sica foram muito bem apresentados em sua primeira temporada, porém muito mal resolvidos e esclarecidos. Em sua segunda temporada, ainda notamos traços de indefinição em relação à mensagem que a série busca transmitir, mas ao menos o roteiro parece perder menos tempo com cenas desnecessárias e parte logo para as problematizações de cada personagem, em suas enrascadas e mentiras. Apesar de amarrar melhor seus arcos e torná-los mais interessantes, a série aindaRead More
Sobre conviver e lidar consigo mesmo Não é sempre que pensamos o quão ruim, estranho e ao mesmo tempo bom, seria ter que conviver consigo mesmo, literalmente como se existisse outra pessoa idêntica a nós, ainda mais em uma versão a princípio “melhorada”. Como se daria a relação entre dois de nós e nossos conhecidos, familiares, amigos e colegas de trabalho? De forma metafórica e criativa, a série original da Netflix Cara x Cara aborda várias dessas questões de forma leve, obviamente engraçada e além de tudo promete diversos momentosRead More
Entre o pessoal e o profissional O clima investigativo que Mindhunter soube construir muito bem durante sua primeira temporada a colocou facilmente no posto de uma das melhores séries da Netflix. Os roteiristas e produtores parecem ter proposto um desenvolvimento de segunda temporada que valoriza muito do que já nos foi apresentado, mas organizando subtramas de uma forma diferente e menos dinâmica que é facilmente sentida pelo espectador após dois ou três episódios da nova temporada. Podendo dividir os gostos do público ou não, é um fato que mais interessantíssimasRead More
Os anos 80 passam bem O quão difícil pode parecer encontrar meios de agradar e surpreender uma legião de fãs com cenas emocionantes que valorizem e mantenham um espírito único de união entre treze personagens principais e diversos arcos desenvolvidos em duas excelentes temporadas, e ao mesmo tempo trazer novas questões e reflexões pertinentes em seu enredo, sem perder suas referências? Parece ser uma tarefa árdua para diversos diretores e roteiristas profissionais, mas aparentemente não tanto quando se trata da competente equipe por trás de Stranger Things. Após a rápidaRead More
A complexidade e a profundidade do cinema alemão Há anos sabemos que a Alemanha é um país que possui características ímpares e uma forma muito íntima, reflexiva e profunda de expor sua arte. No cinema, percebemos isso desde o expressionismo alemão e obras de diretores consagrados como Wim Wenders, Fassbinder e Werner Herzog, até obras marcantes do século XXI, como Adeus Lênin (2003), e A Onda (2008). Também sabemos que Dark não se trata de um filme, e sim de uma série. Porém, todo seu aspecto cinematográfico e suas discussõesRead More