Séries | Cinematecando
Entre o pessoal e o profissional O clima investigativo que Mindhunter soube construir muito bem durante sua primeira temporada a colocou facilmente no posto de uma das melhores séries da Netflix. Os roteiristas e produtores parecem ter proposto um desenvolvimento de segunda temporada que valoriza muito do que já nos foi apresentado, mas organizando subtramas de uma forma diferente e menos dinâmica que é facilmente sentida pelo espectador após dois ou três episódios da nova temporada. Podendo dividir os gostos do público ou não, é um fato que mais interessantíssimasRead More
Os anos 80 passam bem O quão difícil pode parecer encontrar meios de agradar e surpreender uma legião de fãs com cenas emocionantes que valorizem e mantenham um espírito único de união entre treze personagens principais e diversos arcos desenvolvidos em duas excelentes temporadas, e ao mesmo tempo trazer novas questões e reflexões pertinentes em seu enredo, sem perder suas referências? Parece ser uma tarefa árdua para diversos diretores e roteiristas profissionais, mas aparentemente não tanto quando se trata da competente equipe por trás de Stranger Things. Após a rápidaRead More
A complexidade e a profundidade do cinema alemão Há anos sabemos que a Alemanha é um país que possui características ímpares e uma forma muito íntima, reflexiva e profunda de expor sua arte. No cinema, percebemos isso desde o expressionismo alemão e obras de diretores consagrados como Wim Wenders, Fassbinder e Werner Herzog, até obras marcantes do século XXI, como Adeus Lênin (2003), e A Onda (2008). Também sabemos que Dark não se trata de um filme, e sim de uma série. Porém, todo seu aspecto cinematográfico e suas discussõesRead More
Quem procura uma distração na Netflix  para o fim de semana, é bom passar longe de Olhos que Condenam. A minissérie é fortemente não recomendada para quem busca o sono dos justos, também conhecido como autoengano. A minissérie de Ana DuVernay é uma mola propulsora das revoltas mais agudas para quem vive em 2019 – e olha que a história, baseada em fatos reais, é de 1989, e a concorrência 30 anos depois é considerável. O que irrita nos quatro capítulos da série é que, se você tem qualquer referênciaRead More
Menos humanos e mais conectados Como nos últimos anos, a Netflix disponibiliza uma nova temporada de Black Mirror para que os fãs possam matar sua sede de assistir situações aparentemente incomuns (ainda que não impossíveis) envolvendo tecnologia, interpessoalidade, e apontamentos críticos à alienação social. O nome que a famosa série britânica carrega ainda é capaz de fazer praticamente qualquer espectador entregar suas atenções à qualquer episódio escrito por Charlie Brooker, independentemente do histórico de erros do roteirista. A nova temporada é mais uma composta por altos e baixos. De início,Read More
Além do ego Depois de ter seus melhores momentos na primeira temporada como uma paródia do mundo das celebridades esquecidas da cultura pop brasileira, os novos episódios de Samantha! mostram uma clara evolução, aprofundando o drama da protagonista sem perder o tom cômico. Se ainda no início da segunda temporada o mote principal parece ser a cinebiografia nada elogiosa que os antigos colegas da Turminha Plimplom, grupo musical da qual a personagem-título fez parte na infância, logo a trama se revela um mergulho nos traumas da antiga estrela mirim, vividaRead More
Quem tem amiga tem tudo? Apenas alguns meses depois de lançar uma série sobre o luto (a britânica After Life, criada por Ricky Gervais), a Netflix volta a circundar o tema em Disque Amiga Para Matar, título nacional de gosto duvidoso para o nome original Dead to Me. Em sua primeira temporada, a atração estrelada por Christina Applegate e Linda Cardellini mistura comédia, drama e suspense numa trama marcada por altos e baixos, mas com reviravoltas suficientes para nunca se tornar maçante. Tudo começa quando as protagonistas se encontram numRead More
“Uma mulher tem que ter Qualquer coisa além de beleza Qualquer coisa de triste Qualquer coisa que chora Qualquer coisa que sente saudade Um molejo de amor machucado Uma beleza que vem da tristeza De se saber mulher Feita apenas para amar Para sofrer pelo seu amor E pra ser só perdão” É citando Vinícius de Moraes que começa a série brasileira Coisa Mais Linda. Nela conhecemos Maria Luiza (Maria Casadevall), Lígia (Fernanda Vasconcellos), Adélia (Patrícia Dejesus) e Theresa (Mel Lisboa). Poderiam ser apenas quatro amigas saindo numa sexta àRead More