Posted On julho 11, 2017 By In Filmes, Notícias

Transformers 5 | No Brasil, Michael Bay reforça polêmica entre diretores e críticos

Diretor da franquia e atriz Isabela Moner conversaram com a imprensa em São Paulo

Foto: Caio Vechiato

Nesta terça-feira (11), o diretor Michael Bay e a atriz Isabela Moner participaram do press-day de Transformers – O Último Cavaleiro, quinto capítulo da franquia bilionária da Paramount Pictures sobre os carros-robôs, no Hotel Unique (São Paulo). Ambos também participaram da pré-estreia do longa, que aconteceu na noite anterior no Shopping JK Iguatemi.

Transformers são filmes bizarros. Eles começam pequenos e vão ficando cada vez maiores. Você pode fazer o que quiser com eles – e isso não é para todo mundo. Como eu mesmo os dirigi, então eu os considero loucos. São juvenis, são engraçados, e aí são adultos… é uma mistura de tudo. Foi uma ótima jornada. Foi ótimo conhecer e trabalhar com atores incríveis e bons profissionais”, conta o diretor, que se mostrou muito feliz e orgulhoso ao falar de seu colega de produção Steven Spielberg, cineasta que o convidou a fazer os filmes da franquia há 10 anos.

Foto: Caio Vechiato

Bem-humorados, tanto Bay quanto Moner contaram à imprensa como foi a experiência de trabalhar no set de O Último Cavaleiro. Moner contou que foi tudo muito desafiador e que, logo em seu primeiro dia de gravação, o diretor de Armagedom perguntou se ela sabia como usar um extintor de incêndio para apagar fogo em uma cena. A atriz também comentou o fato de ter feito parte de Transformers como audiência e, agora, como parte da ação: “Eu estava nervosa no início, e o que houve no primeiro dia deu o tom para o que seria o resto das gravações. Eu cresci vendo esses filmes, então houve uma conexão. Não foi nada do que eu esperava que fosse. Na verdade, achei que seria mais fácil”, disse, em tom de brincadeira.

Sobre o fato de fazer filmes para a tela grande e da franquia Transformers não ser tão elogiada pela crítica nos últimos anos, sendo até chamado de “um dos piores diretores do cinema”, Michael Bay não deixou passar em branco e disparou no fim da coletiva: “Você acha que eu realmente me importo? Fico muito feliz com o que realizei nestes anos de carreira. As pessoas podem gostar ou não gostar, e eu não me importo. Eu não preciso de nada disso porque eu faço filmes para a audiência”. Isso pode soar um pouco egocêntrico da parte dele, não é? Porém, tais palavras fazem total sentido visto que o diretor não tenta ser algo que não é. Ele mistura vários gêneros em Transformers, se diverte com isso e, mesmo assim, atrai um público imenso. É notável ouvir uma declaração dessas, que não é egocêntrica, mas sincera.

Foto: Caio Vechiato

Em outras palavras, Michael Bay colocou mais lenha na fogueira na discussão que vem sendo mantida entre diretores de cinema e críticos de cinema. Recentemente, o diretor de A Múmia disse basicamente a mesma coisa que Bay à imprensa internacional.

Por mais que seja um blockbuster de verão (lá nos EUA essa temporada é uma das mais rentáveis para a indústria cinematográfica), Transformers: O Último Cavaleiro é sucesso de bilheteria, mas não de notas. Contudo, o diretor parece não ligar nem um pouco para as opiniões dos jornalistas e, mesmo afirmando que este é seu último filme na franquia, está feliz com tudo que fez até aqui. Notável a posição confiante de Bay, que não deve ser lembrado apenas por Transformers, mas sim por ser alguém que inspira até mesmo filmes de heróis com suas sequências de ação repletas de CGI e com o estilo de filmagem.

No mais, foi um grande prazer para o Cinematecando participarmos da entrevista coletiva de Transformers 5, cuja franquia não vai parar por aqui e ganhará um spin-off de Bumblebee em 2018.

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Criadora e editora-chefe do Cinematecando | Jornalista, 24 anos. Logo na infância encontrou no cinema uma grande paixão. Ama ler, fazer maratonas de séries (de Mad Men a The Office) e é fascinada por movimentos cinematográficos como Nouvelle Vague e Neo Realismo Italiano. Se inspirou na frase "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", do diretor Glauber Rocha, para criar o Cinematecando e fazer o que mais gosta: escrever sobre cinema. Só que, ao invés da câmera, usa as palavras para transmitir seus pensamentos. Contato: barbara@cinematecando.com.br