Posted On maio 23, 2017 By In Séries

Big Little Lies e a sororidade

Não vou mentir. Eu comecei a assistir Big Little Lies já esperando o que o trailer da série me passou: mulheres ricas puxando o tapete uma da outra até a hora em que uma delas acaba morrendo de forma trágica. E ainda havia aquele medo normal que sempre sentimos: como escreveriam aquelas mulheres, se elas não seriam complexas como realmente somos? Mas deixa eu te contar que nunca fiquei tão feliz em estar errada.

Para quem não conhece, Big Little Lies é uma série da HBO baseada no livro de mesmo nome da autora Liane Moriarty, e ela gira basicamente em torno de três mulheres: Jane (Shailene Woodley), Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman). Mas não para por aí; a série ainda apresenta Laura Dern como Renata e Zoe Kravitz interpretando Bonnie.

O elenco é excelente e já começaram os murmurinhos sobre Nicole Kidman ser indicada (e ganhar) o Globo de Ouro pela sua interpretação de Celeste, uma personagem que aparentemente tem a vida perfeita, o marido perfeito, os filhos perfeitos, a casa perfeita… mas que, com o passar dos episódios, percebemos que as coisas não são bem assim. Celeste sofre com o abuso de Perry (Alexander Skarsgård), seu marido, que é obcecado pelas aparências. Qualquer movimento ou atitude de Celeste pode fazer com que seu temperamento mude de um marido amoroso para um verdadeiro monstro.

Já Jane não segue os padrões altos da cidade e se mudou para Monterey há pouco tempo com seu filho Ziggy. Ela tem sérios problemas psicológicos que são revelados no decorrer dos sete episódios. Quando ela se abre com Madeline, descobrimos que ela sofreu um estupro, e que Ziggy é filho do homem que abusou dela.

Madeline, por outro lado, é uma das personagens mais cativantes. Apesar de ser controladora e se meter um pouco demais nos problemas dos outros, percebemos que isso vem de um lugar de extrema preocupação por suas amigas. Madeline e Celeste se conhecem há anos, e não tem como não se apaixonar pela forma com que ela incentiva todos à sua volta. Ela realmente quer ver todas essas mulheres (até as que ela não gosta) satisfeitas com a vida.

Laura Dern, como Renata, é um show à parte como a mulher bem-sucedida e a mãe super protetora, e a calma de Zoe Kravitz como Bonnie chega a irritar um pouco, mas de forma que queremos descobrir mais sobre a personagem. Minha única crítica à série é essa: queria saber mais sobre a Bonnie e menos sobre seu marido Nathan, que é ex-marido de Madeline.

As histórias de todas essas mulheres vão ficando cada vez mais entrelaçadas, até que chegamos ao ápice: o assassinato. O último capítulo da série mostra tudo o que aconteceu, e não podemos deixar de soltar algumas lágrimas com a cena final quando vemos que este ato aparentemente terrível veio de um só lugar: o amor e a sororidade.

Big Little Lies é especial. A minissérie nos ensina a prestar mais atenção, a perdoar com mais facilidade, a não julgar tão precipitadamente. Em um mundo cheio de injustiças e preconceitos, só podemos encontrar conforto com o próximo. E, no caso das mulheres, umas com as outras.

Não vou mentir. Eu comecei a assistir Big Little Lies já esperando o que o trailer da série me passou: mulheres ricas puxando o tapete uma da outra até a hora em que uma delas acaba morrendo de forma trágica. E ainda havia aquele medo normal que sempre sentimos: como escreveriam aquelas mulheres, se elas não seriam complexas como realmente somos? Mas deixa eu te contar que nunca fiquei tão feliz em estar errada. Para quem não conhece, Big Little Lies é uma série da HBO baseada no livro de mesmo nome da autora Liane Moriarty, e ela gira basicamente em torno de três mulheres: Jane (Shailene Woodley), Madeline (Reese Witherspoon) e Celeste (Nicole Kidman). Mas não para por aí; a série ainda apresenta Laura Dern como Renata e Zoe Kravitz interpretando Bonnie. O elenco é excelente e já começaram os murmurinhos sobre Nicole Kidman ser indicada (e ganhar) o Globo de Ouro pela sua interpretação de Celeste, uma personagem que aparentemente tem a vida perfeita, o marido perfeito, os filhos perfeitos, a casa perfeita... mas que, com o passar dos episódios, percebemos que as coisas não são bem assim. Celeste sofre com o abuso de Perry (Alexander Skarsgård), seu marido, que é obcecado pelas aparências. Qualquer movimento ou atitude de Celeste pode fazer com que seu temperamento mude de um marido amoroso para um verdadeiro monstro. Já Jane não segue os padrões altos da cidade e se mudou para Monterey há pouco tempo com seu filho Ziggy. Ela tem sérios problemas psicológicos que são revelados no decorrer dos sete episódios. Quando ela se abre com Madeline, descobrimos que ela sofreu um estupro, e que Ziggy é filho do homem que abusou dela. Madeline, por outro lado, é uma das personagens mais cativantes. Apesar de ser controladora e se meter um pouco demais nos problemas dos outros, percebemos que isso vem de um lugar de extrema preocupação por suas amigas. Madeline e Celeste se conhecem há anos, e não tem como não se apaixonar pela forma com que ela incentiva todos à sua volta. Ela realmente quer ver todas essas mulheres (até as que ela não gosta) satisfeitas com a vida. Laura Dern, como Renata, é um show à parte como a mulher bem-sucedida e a mãe super protetora, e a calma de Zoe Kravitz como Bonnie chega a irritar um pouco, mas de forma que queremos descobrir mais sobre a personagem. Minha única crítica à série é essa: queria saber mais sobre a Bonnie e menos sobre seu marido Nathan, que é ex-marido de Madeline. As histórias de todas essas mulheres vão ficando cada vez mais entrelaçadas, até que chegamos ao ápice: o assassinato. O último capítulo da série mostra tudo o que aconteceu, e não podemos deixar de soltar algumas lágrimas com a cena final quando vemos que este ato aparentemente terrível veio de um só lugar: o amor e a sororidade. Big Little Lies é especial. A minissérie nos ensina a prestar mais atenção, a perdoar com mais…

Big Little Lies

Direção
Roteiro
Elenco

Excelente

100

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Redatora do Cinematecando | Cineasta, 23 anos. Se apaixonou totalmente pela arte do cinema por conta da influência dos pais que a criaram junto com filmes que eram como parte da família, e decidiu seguir carreira após assistir Kill Bill pela primeira vez aos 12 anos. Ainda acha que vai ter a chance de viajar para uma galáxia muito, muito distante e acredita com todas as forças que vai bater o record de Oscars de Titanic.