Crítica: Marvel - Demolidor (2ª temporada) | Cinematecando

Posted On 29/03/2016 By In Críticas - Séries, Séries

Crítica: Marvel – Demolidor (2ª temporada)

Marvel – Demolidor é sem dúvidas uma das melhores séries que a Netflix produz atualmente. Além de seguir a mesma linha dos quadrinhos, ela desenvolve muito bem seus personagens e possui uma alta carga dramática. A importância que a série conquistou com sua primeira temporada foi surpreendente e positiva, ainda mais por essa ser apenas a primeira de quatro séries que a Netflix está produzindo sobre Os Defensores, composta por Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. De início, era um projeto ambicioso que precisava do apoio do público para engrenar, e que felizmente acabou prosperando.

Assim como em sua primeira temporada, o segundo ano do vigilante de Hell’s Kitchen foi incrível. A expectativa dos fãs já estava alta depois do que a Netflix entregou nos 13 primeiros episódios – ainda mais com a introdução do clássico vilão Senhor do Crime, interpretado de maneira primorosa por Vincent D’Onofrio -, e ela só aumentou quando foi anunciada a entrada de dois personagens muito queridos e respeitados: Elektra e Justiceiro. Era mais uma missão ambiciosa… e outra missão que deu muito certo!

Desde a escolha dos atores (Élodie Yung como Elektra Natchios e Jon Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro) até no desenvolvimento de ambos os anti-heróis, o resultado foi fantástico e, ao fim da temporada, ficou evidente que eles se destacaram até mais que o próprio Demolidor nessa temporada. Élodie Yung é violenta e feminina na medida certa, transparecendo exatamente o que Elektra é: uma assassina nada previsível e uma mulher com conflitos. Quanto a Jon Bernthal (o Shane de The Walking Dead), sua presença forte e que impõe respeito prova que ele realmente nasceu para o papel de Justiceiro, além de ser a melhor surpresa da temporada.

A narrativa dinâmica e bem distribuída é outro elemento da série que merece elogios. Após a prisão do Rei do Crime, Matt Murdock, Foggy Nelson e Karen Page sabem que o crime continua nas ruas e seguem firmes e fortes na firma de advocacia Nelson & Murdock. Mas é claro que Matt, sendo o Demolidor à noite, acaba atraindo o perigo para si e seus amigos. A lei e o crime mais uma vez se encontram, só que dessa vez o perigo aparece muito mais rápido e brutal: logo no primeiro episódio, Demolidor confronta o novo vigilante de Hell’s Kitchen, apelidado posteriormente de Justiceiro. O mais interessante (e um dos pontos altos da trama) é que o confronto entre os dois vai muito além do combate físico – o embate de ideais também é marcante. Demolidor segue ao lado da lei e não mata ninguém, nem mesmo o pior dos bandidos, principalmente pelo fato de ser católico. Por outro lado, o Justiceiro é um ex-militar que perdeu sua família e, com essa tragédia, quer a vingança e morte de todos os envolvidos sem pensar nas consequências. Isso traz uma guerra nas ruas de Nova York e ocupa muito tempo da vida de Matt, mas não é só isso que o espera..

Além de ninjas e da máfia, o passado também resolveu bater na porta de Matt (Charlie Cox) e esse passado tem nome e sobrenome: Elektra Nachios. Ela é uma personagem interessante e que possui grande destaque junto com Demolidor. Karen (Deborah Ann Woll) e Foggy (Elden Henson) sofrem com a ausência de Matt, uma vez que sua identidade oculta começa a se misturar no dia-a-dia e, com a presença de Elektra de volta em sua vida, ele não consegue ser apenas Matt Murdock, o advogado. As consequências dessa ausência já foram sentidas e com certeza ainda serão trabalhadas na próxima temporada.

No geral, Marvel – Demolidor é uma série obrigatória para quem gosta de heróis com uma boa dose de realidade, que lidam com dilemas e desafios que ultrapassam o combate ao crime. Além do enredo, que já é ótimo, é impossível deixar de citar as belíssimas cenas de ação e de lutas que, se vistas fora da série, parecem sair de um filme da mais alta qualidade. Essa série é mais uma prova no meio de tantas outras que, para ser uma arte reconhecida, não é preciso ser cinema. O que é preciso (e ainda bem que isso está acontecendo!) é que essas duas áreas, o cinema e a TV, atuem em conjunto.

FICHA TÉCNICA
Criador dos personagens: Frank Miller
Criador da série: Drew Goddard
Elenco: Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Jon Bernthal, Élodie Yung, Stephen Rider, Rosario Dawson, Vincent D’Onofrio

Marvel – Demolidor é sem dúvidas uma das melhores séries que a Netflix produz atualmente. Além de seguir a mesma linha dos quadrinhos, ela desenvolve muito bem seus personagens e possui uma alta carga dramática. A importância que a série conquistou com sua primeira temporada foi surpreendente e positiva, ainda mais por essa ser apenas a primeira de quatro séries que a Netflix está produzindo sobre Os Defensores, composta por Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. De início, era um projeto ambicioso que precisava do apoio do público para engrenar, e que felizmente acabou prosperando. Assim como em sua primeira temporada, o segundo ano do vigilante de Hell’s Kitchen foi incrível. A expectativa dos fãs já estava alta depois do que a Netflix entregou nos 13 primeiros episódios - ainda mais com a introdução do clássico vilão Senhor do Crime, interpretado de maneira primorosa por Vincent D’Onofrio -, e ela só aumentou quando foi anunciada a entrada de dois personagens muito queridos e respeitados: Elektra e Justiceiro. Era mais uma missão ambiciosa... e outra missão que deu muito certo! Desde a escolha dos atores (Élodie Yung como Elektra Natchios e Jon Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro) até no desenvolvimento de ambos os anti-heróis, o resultado foi fantástico e, ao fim da temporada, ficou evidente que eles se destacaram até mais que o próprio Demolidor nessa temporada. Élodie Yung é violenta e feminina na medida certa, transparecendo exatamente o que Elektra é: uma assassina nada previsível e uma mulher com conflitos. Quanto a Jon Bernthal (o Shane de The Walking Dead), sua presença forte e que impõe respeito prova que ele realmente nasceu para o papel de Justiceiro, além de ser a melhor surpresa da temporada. A narrativa dinâmica e bem distribuída é outro elemento da série que merece elogios. Após a prisão do Rei do Crime, Matt Murdock, Foggy Nelson e Karen Page sabem que o crime continua nas ruas e seguem firmes e fortes na firma de advocacia Nelson & Murdock. Mas é claro que Matt, sendo o Demolidor à noite, acaba atraindo o perigo para si e seus amigos. A lei e o crime mais uma vez se encontram, só que dessa vez o perigo aparece muito mais rápido e brutal: logo no primeiro episódio, Demolidor confronta o novo vigilante de Hell’s Kitchen, apelidado posteriormente de Justiceiro. O mais interessante (e um dos pontos altos da trama) é que o confronto entre os dois vai muito além do combate físico – o embate de ideais também é marcante. Demolidor segue ao lado da lei e não mata ninguém, nem mesmo o pior dos bandidos, principalmente pelo fato de ser católico. Por outro lado, o Justiceiro é um ex-militar que perdeu sua família e, com essa tragédia, quer a vingança e morte de todos os envolvidos sem pensar nas consequências. Isso traz uma guerra nas ruas de Nova York e ocupa muito tempo da vida de Matt, mas não é só isso que o espera.. Além de ninjas e da máfia,…

Nota

Demolidor (2ª temporada)

Excelente

92

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Jornalista especializada em cinema. Fundadora e editora-chefe do Cinematecando. Trabalhou como assessora de imprensa na 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema e apresenta o canal do site no YouTube.