Posted On 03/10/2017 By In Críticas - Séries, Séries

Crítica: Star Trek – Discovery (Episódio 3)

Quando avaliei os dois primeiros episódios de Star Trek: Discovery na última semana, disse que a série provavelmente engataria em seu terceiro capítulo. Felizmente estava certo, pois Context is for Kings é uma hora televisiva repleta de ritmo, mistérios e conceitos fascinantes. Caso a série construa devidamente sobre a fundação estabelecida nesses primeiros capítulos, teremos uma das histórias mais envolventes do ano.

Ambientado algum tempo depois dos capítulos de estreia, Context tem seu início com uma decadente Michael Burnham a caminho da prisão, na companhia de outros condenados. Após um curioso imprevisto, Burnham se vê dentro da nave USS Discovery, onde reencontra Saru, agora um primeiro-oficial, e o capitão Gabriel Lorca, interpretado com bastante gosto pelo britânico Jason Isaacs.

O que segue é um episódio surpreendente na clareza de sua estrutura e alguns momentos que flertam com o horror gore (sim, Star Trek com GORE). Ainda assim, a alma é a mesma dos recorrentes episódios de Trek estruturados acerca de um mistério menor, mesmo que este faça parte de uma grande teia de eventos futuros. É reconfortante ver que Discovery está focada, acima de tudo, em entreter seu público.

Um dos pontos altos do capítulo é certamente o capitão Lorca, a figura mais misteriosa da série até agora. No típico charme de Isaacs, Lorca entrega alguns ótimos diálogos em sua interação com Burnham, entre eles o que dá o título ao capítulo. Além disso, o personagem revela informações substanciais sobre a meta mais imediata da Federação, introduzindo um conceito científico que se conecta fortemente com o cânone.

Por falar em cânone, também se vê o crescimento de Burnham como personagem na ótima forma com a qual Sonequa Martin-Green a constrói, principalmente em um momento cheio de sutileza mas também repleto de significado para os fãs da série original (Amanda!).

E lembram quando critiquei o estilo visual da série por sua semelhança com a visão de J.J. Abrams? Bom, os lens flares ainda estão aqui, mas é bom ver que Discovery pode muito bem criar seu próprio estilo, com destaque para os tensos momentos no interior da USS Glenn.

Julgando pela conclusão de Context is for Kings, Star Trek: Discovery parece jogar através de novas regras, reveladas de maneira gradual e por isso mesmo preservando o elemento surpresa do que está por vir. Isso sim é o que chamo de descoberta.

Quando avaliei os dois primeiros episódios de Star Trek: Discovery na última semana, disse que a série provavelmente engataria em seu terceiro capítulo. Felizmente estava certo, pois Context is for Kings é uma hora televisiva repleta de ritmo, mistérios e conceitos fascinantes. Caso a série construa devidamente sobre a fundação estabelecida nesses primeiros capítulos, teremos uma das histórias mais envolventes do ano. Ambientado algum tempo depois dos capítulos de estreia, Context tem seu início com uma decadente Michael Burnham a caminho da prisão, na companhia de outros condenados. Após um curioso imprevisto, Burnham se vê dentro da nave USS Discovery, onde reencontra Saru, agora um primeiro-oficial, e o capitão Gabriel Lorca, interpretado com bastante gosto pelo britânico Jason Isaacs. O que segue é um episódio surpreendente na clareza de sua estrutura e alguns momentos que flertam com o horror gore (sim, Star Trek com GORE). Ainda assim, a alma é a mesma dos recorrentes episódios de Trek estruturados acerca de um mistério menor, mesmo que este faça parte de uma grande teia de eventos futuros. É reconfortante ver que Discovery está focada, acima de tudo, em entreter seu público. Um dos pontos altos do capítulo é certamente o capitão Lorca, a figura mais misteriosa da série até agora. No típico charme de Isaacs, Lorca entrega alguns ótimos diálogos em sua interação com Burnham, entre eles o que dá o título ao capítulo. Além disso, o personagem revela informações substanciais sobre a meta mais imediata da Federação, introduzindo um conceito científico que se conecta fortemente com o cânone. Por falar em cânone, também se vê o crescimento de Burnham como personagem na ótima forma com a qual Sonequa Martin-Green a constrói, principalmente em um momento cheio de sutileza mas também repleto de significado para os fãs da série original (Amanda!). E lembram quando critiquei o estilo visual da série por sua semelhança com a visão de J.J. Abrams? Bom, os lens flares ainda estão aqui, mas é bom ver que Discovery pode muito bem criar seu próprio estilo, com destaque para os tensos momentos no interior da USS Glenn. Julgando pela conclusão de Context is for Kings, Star Trek: Discovery parece jogar através de novas regras, reveladas de maneira gradual e por isso mesmo preservando o elemento surpresa do que está por vir. Isso sim é o que chamo de descoberta.

Star Trek - Discovery

Episódio 3:

Ótimo

80

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