Crítica: O Chamado do Mal | Cinematecando

Posted On 10/12/2018 By In Críticas - Lançamentos, Filmes

Crítica: O Chamado do Mal

Repetindo sem cativar

o chamado do mal critica

Quando um diretor/roteirista, dentro de todas suas possibilidades, resolve optar por trazer em suas cenas aquilo que o público já está esperando sem nenhuma abordagem diferente (o famoso clichê), ele até pode ser questionado e massacrado por muita gente. Mas a verdade é que o pior é quando um filme faz isso, e ainda por cima de uma maneira preguiçosa e confusa, a ponto de revoltar o espectador. É nessa infeliz e problemática esfera que se encontra o filme O Chamado do Mal.

Um casal acaba de se mudar para uma casa nova em uma nova cidade, e enquanto o marido, Adam (Josh Stewart), que é professor de matemática, se adapta ao ritmo das aulas, sua esposa Lisa, que está grávida, faz o possível para garantir a segurança de seu bebê (ainda sem saber o sexo), e tomar conta da casa na ausência de Adam. O problema começa quando uma misteriosa caixinha é enviada ao casal como presente, e quando aberta, traz uma presença maligna para dentro da casa, que parece querer a morte de todos.

Já com uma pequena filmografia de cinco longas em seu currículo, o diretor, produtor e roteirista Michael Winnick parece ter sido o maior responsável por um dos piores filmes de terror do ano. O Chamado do Mal se encaixa como um apanhado de acontecimentos previsíveis (os quais já tivemos contato em inúmeras produções de terror) e que os aplica de forma simples, arremessada e pouco preocupada em conectar todos esses eventos. Isso, além de nos deixar perdido quanto as intenções do roteiro e o encaminhamento da história, irrita e faz o público de bobo ao ter que presenciar cenas tão patéticas que só não nos fazem abandonar o cinema pela leve esperança de uma resolução satisfatória (que já aviso, não vem).

o chamado do mal critica

A sérvia Bojana Novakovic, que outrora interpretou uma personagem super interessante no ótimo The Hallow (2015), protagoniza aqui uma mulher fraca, submissa. Lisa é inclusive um dos maiores problemas do filme. Não nos identificamos com o seu sofrimento, e muito menos com as suas decisões, que sem embasamento algum, deixam qualquer um indignado. 

O filme ainda flerta com a ideia de tentar gerar dúvida com seus eventos e provocar um questionamento a respeito da fidelidade dos personagens e os problemas conjugais, que se refletiriam em um terror sobrenatural, mas isso apenas complica mais a compreensão do enredo, que desde o início não parece ter um foco central. 

Com efeitos especiais pobres e uma trilha musical mesquinha que parece se moldar em torno dos jump scares, se salva a fotografia do filme, e o design de produção, que impressionam em um plano ou outro. Ainda assim, O Chamado do Mal traz o máximo da preguiça e da falta de originalidade em sua abordagem, e não funciona como drama (apesar das tentativas), e nem sequer como terror.

Repetindo sem cativar Quando um diretor/roteirista, dentro de todas suas possibilidades, resolve optar por trazer em suas cenas aquilo que o público já está esperando sem nenhuma abordagem diferente (o famoso clichê), ele até pode ser questionado e massacrado por muita gente. Mas a verdade é que o pior é quando um filme faz isso, e ainda por cima de uma maneira preguiçosa e confusa, a ponto de revoltar o espectador. É nessa infeliz e problemática esfera que se encontra o filme O Chamado do Mal. Um casal acaba de se mudar para uma casa nova em uma nova cidade, e enquanto o marido, Adam (Josh Stewart), que é professor de matemática, se adapta ao ritmo das aulas, sua esposa Lisa, que está grávida, faz o possível para garantir a segurança de seu bebê (ainda sem saber o sexo), e tomar conta da casa na ausência de Adam. O problema começa quando uma misteriosa caixinha é enviada ao casal como presente, e quando aberta, traz uma presença maligna para dentro da casa, que parece querer a morte de todos. Já com uma pequena filmografia de cinco longas em seu currículo, o diretor, produtor e roteirista Michael Winnick parece ter sido o maior responsável por um dos piores filmes de terror do ano. O Chamado do Mal se encaixa como um apanhado de acontecimentos previsíveis (os quais já tivemos contato em inúmeras produções de terror) e que os aplica de forma simples, arremessada e pouco preocupada em conectar todos esses eventos. Isso, além de nos deixar perdido quanto as intenções do roteiro e o encaminhamento da história, irrita e faz o público de bobo ao ter que presenciar cenas tão patéticas que só não nos fazem abandonar o cinema pela leve esperança de uma resolução satisfatória (que já aviso, não vem). A sérvia Bojana Novakovic, que outrora interpretou uma personagem super interessante no ótimo The Hallow (2015), protagoniza aqui uma mulher fraca, submissa. Lisa é inclusive um dos maiores problemas do filme. Não nos identificamos com o seu sofrimento, e muito menos com as suas decisões, que sem embasamento algum, deixam qualquer um indignado.  O filme ainda flerta com a ideia de tentar gerar dúvida com seus eventos e provocar um questionamento a respeito da fidelidade dos personagens e os problemas conjugais, que se refletiriam em um terror sobrenatural, mas isso apenas complica mais a compreensão do enredo, que desde o início não parece ter um foco central.  Com efeitos especiais pobres e uma trilha musical mesquinha que parece se moldar em torno dos jump scares, se salva a fotografia do filme, e o design de produção, que impressionam em um plano ou outro. Ainda assim, O Chamado do Mal traz o máximo da preguiça e da falta de originalidade em sua abordagem, e não funciona como drama (apesar das tentativas), e nem sequer como terror.

O Chamado do Mal

Cotação

Ruim

Com medo de arriscar e obsessão em repetir, filme de terror confunde, revolta e comprova sua baixa qualidade durante quase duas horas de cenas patéticas

31