Crítica: Um Amor à Altura

Crítica: Um Amor à Altura

O filme conta a história de Diane (Virginie Efira), uma advogada que tem uma convivência conturbada com seu ex-marido, e Alexandre (Jean Dujardin), charmoso arquiteto, querido por todos, mas com um grande problema, sua altura de 1,36m. A relação entre os dois começa por telefone, o que torna o choque de Diane ao ver Alexandre mais intenso, uma vez que a advogada já tinha criado uma imagem sobre ele em sua cabeça.

Conforme o relacionamento vai progredindo, surge a questão do preconceito da sociedade com homens pequenos e anões, e como são mal vistas mulheres de estatura normal que se envolvem com eles.

Adaptando a história da obra argentina Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho, a comédia romântica nos apresenta uma França moderna e atual, extremamente globalizada (com falas e trilha sonora com músicas em inglês) mas com espaço de sobra para preconceitos e olhares tortos para pessoas diferentes do padrão. A discussão sugerida pelo filme é válida, nunca paramos muito para analisar como os anões são vistos pela sociedade, mas o efeito usado para diminuir o ator Jean Dujardin, que originalmente mede 1,82 m, por vezes incomoda. É bizarra a sensação vê-lo em comparação com móveis e animais, e o tamanho de sua mão (que continua grande) em relação ao corpo da atriz Virginie Efira.

Depois dos minutos iniciais de grande estranhamento com o efeito, o espectador vai se acostumando à imagem apresentada e entrando aos poucos na história, que entrega boas risadas e uma leve reflexão sobre o tema principal.

O filme fez parte do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016 e chega ao circuito nacional dia 04 de agosto!

FICHA TÉCNICA
Título Original: Un homme à la hauteur
Direção e roteiro: Laurente Tirard
Elenco: Jean Dujardin, Virginie Efira, Cédric Kahn, César Domboy, François-Dominique Blin, Myriam Tekaïa, Eléa Clair, Eric Berger
Duração: 1h38

Giovanna Arruda

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