Crítica: xXx: Reativado | Cinematecando

Posted On 20/01/2017 By In Críticas - Lançamentos

Crítica: xXx: Reativado

Vin Diesel não se contenta em fazer parte de “apenas” uma franquia em Hollywood. Além de Velozes e Furiosos, que já está em seu oitavo filme, o ator retorna a uma saga que o direcionou para o sucesso dos blockbusters. Seu personagem Xander Cage, um rebelde que trabalhou para a NSA no filme de 2002, desiste de sua aposentadoria quando é recrutado novamente pela agência graças ao agente Gibbons (Samuel L. Jackson), pois a “Caixa de Pandora”, arma de destruição em massa, é roubada e está sendo utilizada por um grupo de criminosos. Alguma novidade até aqui? Não. E não espere que você verá algo de novo em xXx: Reativado, pois este é um filme que se propõe a entregar apenas uma ação desenfreada, piadas sem graça e coerência quase beirando o zero.

A essência de xXx: Reativado continua sendo a mesma de seus antecessores: muitas cenas de lutas, tiros e bombas, aliados a um tipo de humor que, possivelmente, deixará alguns espectadores entediados ou já prevendo o que os personagens irão dizer. A adrenalina está por todos os lados e o roteiro aproveita para criar situações absurdas que movimentam a trama, deixando a história sempre com um ar cômico e, novamente, absurdo. Porém, é desanimador ver tanto machismo em um filme em pleno 2017, onde ainda teima em tratar as mulheres apenas como um pedaço de carne e que rendem algumas piadinhas da parte de Cage. Felizmente, há uma exceção: a nerd Becky (Nina Dobrev, é inteligente, carismática e engraçada nas medidas certas. Ela é um alívio cômico que também participa ativamente da história e, mesmo que não anule o machismo desnecessário por completo, é uma grata surpresa.

Limitando-se ao que ele propõe entregar (no caso, que você desligue o cérebro e assista), o filme de D. J. Caruso (Paranoia) não entrega nada de muito animador. Mas, assim como Nina Dobrev, Donnie Yen é outro personagem que se destaca bastante por ter uma presença forte em cena e protagonizar algumas das melhores sequências de ação do filme. Uma pena que seu talento seja limitado na direção de Caruso, mas nada que prejudique sua performance. Agora, todo o restante do resto do elenco está apenas lá para curtir o momento, sem se preocupar em entregar algo fora de qualquer clichê existente, inclusive (e principalmente) Vin Diesel, que traz o mesmo estilo que vemos nos filmes que faz por aí.

Como disse acima, xXx: Reativado é um filme que diverte – mas apenas se você deixar o cérebro em casa. Há cenas de ação bem desenvolvidas, como também um ritmo satisfatório; mas no que diz respeito ao enredo, não há quase nada que possa se salvar. Até porque, quando um filme de ação é tão exagerado a ponto de se tornar uma comédia pastelão, defendê-lo se torna uma missão quase impossível. Novamente (e provavelmente sempre, com o que tiramos de Hollywood) a tarefa é apenas essa: assistir ao filme e esquecê-lo após alguns minutos. Vale como entretenimento? Vale. Mas se ao menos este tipo de blockbuster tivesse mais qualidade em seu conteúdo, e não apenas em sua forma, tudo poderia ser muito mais satisfatório.

FICHA TÉCNICA
Direção: D.J. Caruso
Roteiro: Chad St. John, F. Scott Frazier
Elenco: Al Sapienza, Andrey Ivchenko, Conor McGregor, Deepika Padukone, Donnie Yen, Héctor Aníbal, Hermione Corfield, Jeremy Omen, Jerry A. Ziler, Kris Wu, Nicky Jam, Nina Dobrev, Rory McCann, Ruby Rose, Samuel L. Jackson, Toni Collette, Tony Jaa, Vin Diesel
Produção: Jeff Kirschenbaum, Joe Roth, Samantha Vincent, Vin Diesel
Fotografia: Russell Carpenter
Duração: 124 min.

Vin Diesel não se contenta em fazer parte de "apenas" uma franquia em Hollywood. Além de Velozes e Furiosos, que já está em seu oitavo filme, o ator retorna a uma saga que o direcionou para o sucesso dos blockbusters. Seu personagem Xander Cage, um rebelde que trabalhou para a NSA no filme de 2002, desiste de sua aposentadoria quando é recrutado novamente pela agência graças ao agente Gibbons (Samuel L. Jackson), pois a “Caixa de Pandora”, arma de destruição em massa, é roubada e está sendo utilizada por um grupo de criminosos. Alguma novidade até aqui? Não. E não espere que você verá algo de novo em xXx: Reativado, pois este é um filme que se propõe a entregar apenas uma ação desenfreada, piadas sem graça e coerência quase beirando o zero. A essência de xXx: Reativado continua sendo a mesma de seus antecessores: muitas cenas de lutas, tiros e bombas, aliados a um tipo de humor que, possivelmente, deixará alguns espectadores entediados ou já prevendo o que os personagens irão dizer. A adrenalina está por todos os lados e o roteiro aproveita para criar situações absurdas que movimentam a trama, deixando a história sempre com um ar cômico e, novamente, absurdo. Porém, é desanimador ver tanto machismo em um filme em pleno 2017, onde ainda teima em tratar as mulheres apenas como um pedaço de carne e que rendem algumas piadinhas da parte de Cage. Felizmente, há uma exceção: a nerd Becky (Nina Dobrev, é inteligente, carismática e engraçada nas medidas certas. Ela é um alívio cômico que também participa ativamente da história e, mesmo que não anule o machismo desnecessário por completo, é uma grata surpresa. Limitando-se ao que ele propõe entregar (no caso, que você desligue o cérebro e assista), o filme de D. J. Caruso (Paranoia) não entrega nada de muito animador. Mas, assim como Nina Dobrev, Donnie Yen é outro personagem que se destaca bastante por ter uma presença forte em cena e protagonizar algumas das melhores sequências de ação do filme. Uma pena que seu talento seja limitado na direção de Caruso, mas nada que prejudique sua performance. Agora, todo o restante do resto do elenco está apenas lá para curtir o momento, sem se preocupar em entregar algo fora de qualquer clichê existente, inclusive (e principalmente) Vin Diesel, que traz o mesmo estilo que vemos nos filmes que faz por aí. Como disse acima, xXx: Reativado é um filme que diverte – mas apenas se você deixar o cérebro em casa. Há cenas de ação bem desenvolvidas, como também um ritmo satisfatório; mas no que diz respeito ao enredo, não há quase nada que possa se salvar. Até porque, quando um filme de ação é tão exagerado a ponto de se tornar uma comédia pastelão, defendê-lo se torna uma missão quase impossível. Novamente (e provavelmente sempre, com o que tiramos de Hollywood) a tarefa é apenas essa: assistir ao filme e esquecê-lo após alguns minutos. Vale como entretenimento? Vale. Mas se ao menos…

Nota

xXx: Reativado

Péssimo

20

Jornalista especializada em cinema. Fundadora e editora-chefe do Cinematecando. Foi assessora de imprensa na 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema e hoje é redatora e repórter do portal AdoroCinema.