Crítica: Uma Quase Dupla | Cinematecando

Posted On 17/07/2018 By In Críticas - Lançamentos, Filmes

Crítica: Uma Quase Dupla

Ao lado de Cauã Reymond, Tatá Werneck faz comédia sem surpresas

Cauã Reymond e Tatá Werneck no filme 'Uma Quase Dupla'

Tatá Werneck e Cauã Reymond queriam um projeto para atuar juntos. Ao falarem sobre isso, chegaram à premissa de Uma Quase Dupla e encontraram brechas em suas agendas para rodar o filme. Só depois do contrato assinado e da data de gravação marcada é que veio o roteiro, objeto ainda de constantes alterações durante o processo. O relato, dado pelos atores na entrevista coletiva para a imprensa durante os compromissos de lançamento da comédia, explica muito dos problemas do longa.

Com a desculpa de querer parodiar as tramas de ação nas quais dois policiais de personalidades opostas são forçados a trabalhar em parceria, o filme dirigido por Marcus Baldini (Bruna Surfistinha) não se esforça para ir além disso. A questão é que este tipo de paródia há muito tempo já não é novidade, desde, pelo menos, o quadro Fucker & Sucker, que a trupe do Casseta & Planeta colocava na TV até o início dos anos 2000.

O cenário é a fictícia Joinlândia, pequena cidade cuja tranquilidade é abalada por um misterioso assassinato. Como um caso do tipo é novidade por lá, o chefe de polícia (Ary França) convoca o reforço de Keyla (Tatá), investigadora da cidade grande que se junta ao subdelegado Claudio (Cauã) para resolver o crime. Ela é ligada no 220 e desbocada, enquanto ele é boa-praça e ingênuo. Em suma: basicamente as personas que o público já espera encontrar quando vê o nome de tais atores no pôster.

É o humor de Tatá que dita o tom de Uma Quase Dupla. Quem acompanha suas aparições desde o Comédia MTV se sentirá em casa com o estilo verborrágico, indo do escatológico ao nonsense na velocidade da luz. É o tipo de coisa que a humorista já provou fazer com o pé nas costas, mas sem a centelha de provocação ou desafio que havia em TOC – Transtornada, Obsessiva e Compulsiva, sua aparição anterior no cinema.

Já o papel de homem ingênuo e superprotegido pela mãe (Louise Cardoso) reservado a Cauã é pouco mais que a escada para as piadas de sua colega. Nomes interessantes como Daniel Furlan (do Choque de Cultura, que também estava em TOC), Augusto Madeira, Luciana Paes, Gabriel Godoy e Alejandro Claveuax também formam o elenco. A maioria deles, porém, está lá apenas para despistar sobre a real identidade do assassino.

Se fosse feita uma pesquisa prévia, é provável que o resultado de Uma Quase Dupla fosse basicamente o que o público já esperava de uma comédia reunindo a humorista do momento e o galã global. Ao se acomodar puramente nesta expectativa, se torna um filme sem surpresas para quem for assisti-lo.

Ao lado de Cauã Reymond, Tatá Werneck faz comédia sem surpresas Tatá Werneck e Cauã Reymond queriam um projeto para atuar juntos. Ao falarem sobre isso, chegaram à premissa de Uma Quase Dupla e encontraram brechas em suas agendas para rodar o filme. Só depois do contrato assinado e da data de gravação marcada é que veio o roteiro, objeto ainda de constantes alterações durante o processo. O relato, dado pelos atores na entrevista coletiva para a imprensa durante os compromissos de lançamento da comédia, explica muito dos problemas do longa. Com a desculpa de querer parodiar as tramas de ação nas quais dois policiais de personalidades opostas são forçados a trabalhar em parceria, o filme dirigido por Marcus Baldini (Bruna Surfistinha) não se esforça para ir além disso. A questão é que este tipo de paródia há muito tempo já não é novidade, desde, pelo menos, o quadro Fucker & Sucker, que a trupe do Casseta & Planeta colocava na TV até o início dos anos 2000. O cenário é a fictícia Joinlândia, pequena cidade cuja tranquilidade é abalada por um misterioso assassinato. Como um caso do tipo é novidade por lá, o chefe de polícia (Ary França) convoca o reforço de Keyla (Tatá), investigadora da cidade grande que se junta ao subdelegado Claudio (Cauã) para resolver o crime. Ela é ligada no 220 e desbocada, enquanto ele é boa-praça e ingênuo. Em suma: basicamente as personas que o público já espera encontrar quando vê o nome de tais atores no pôster. É o humor de Tatá que dita o tom de Uma Quase Dupla. Quem acompanha suas aparições desde o Comédia MTV se sentirá em casa com o estilo verborrágico, indo do escatológico ao nonsense na velocidade da luz. É o tipo de coisa que a humorista já provou fazer com o pé nas costas, mas sem a centelha de provocação ou desafio que havia em TOC - Transtornada, Obsessiva e Compulsiva, sua aparição anterior no cinema. Já o papel de homem ingênuo e superprotegido pela mãe (Louise Cardoso) reservado a Cauã é pouco mais que a escada para as piadas de sua colega. Nomes interessantes como Daniel Furlan (do Choque de Cultura, que também estava em TOC), Augusto Madeira, Luciana Paes, Gabriel Godoy e Alejandro Claveuax também formam o elenco. A maioria deles, porém, está lá apenas para despistar sobre a real identidade do assassino. Se fosse feita uma pesquisa prévia, é provável que o resultado de Uma Quase Dupla fosse basicamente o que o público já esperava de uma comédia reunindo a humorista do momento e o galã global. Ao se acomodar puramente nesta expectativa, se torna um filme sem surpresas para quem for assisti-lo.

Uma Quase Dupla

Direção
Roteiro
Elenco

Regular

41

Crítico de cinema, roteirista e diretor. Pós-graduado em Jornalismo Cultural. Além do Cinematecando, é colunista do Yahoo! Brasil