Setembro Amarelo: filmes sobre suicídio | Cinematecando

Posted On 18/09/2017 By In Artigos

Setembro Amarelo: filmes sobre suicídio

Este artigo tem o intuito de conscientizar as pessoas sobre doenças mentais como a depressão e, consequentemente, o suicídio, a fim de desmitificar os aspectos que levam às doenças mentais – e não de fazer apologia sobre o mesmo.

Ao começar a ler este texto, você poderá se perguntar o que a cultura pop tem a ver com depressão e outras doenças mentais. O que livros, séries e filmes têm a ver com o suicídio? E por que agora falar sobre isso?

Basicamente, em setembro é o mês da Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio e, na nossa cultura, seja em mídias sociais, cultura pop, entre outras, tudo tem uma causa e efeito. Ou seja, tudo está relacionado, porque a informação chega e há uma reação. É praticamente impossível assistir uma série como 13 Reasons Why e não sofrer algum impacto. Isso levou à tona muitas discussões e conclusões, e a principal é a de que a mídia deve ser responsável por tudo aquilo que expressa e publica.

E graças às pessoas responsáveis, há uma lista de filmes e séries que retratam o cotidiano de pessoas que sofrem doenças mentais. Depressão é uma delas. E para explicar isso, partimos do básico:

Todo o século tem o seu mal. Assim como o século XVII teve a Peste Negra, hoje, no século XXI, temos a depressão, que está mais presente que nunca. E não, não é a falta de Deus, não é preguiça, não são as drogas que causam a depressão. Mas por que ela é considerada uma doença mental?

Porque são alterações no circuito neural (distúrbio mental) que fazem a pessoa perder interesses nas atividades, atrapalhando o dia-a-dia. Quem nunca desanimou em fazer algo porque se sentiu excluído? Ou não tem aquela mesma afinidade com as pessoas ao redor (incluindo famílias)? Ou por ser tão pressionado diariamente pela sociedade para agir/ser/vestir/aparentar pelos padrões que exigem de nós a sermos exatamente aquilo querem? Ou, infelizmente, por um estupro?

As causas são infinitas e vão desde experiências traumáticas a relacionamentos abusivos – e, ainda mais com as redes sociais, as pressões se tornam ainda maiores. Vemos o exemplo novamente na série 13 Reasons Why, seja com as fotos de Hannah circulando nos smartphones dos colegas da escola ou com ela sendo xingada nas redes sociais. Que pessoa se sentiria bem sendo a vítima? O bullying é muito prejudicial e nós já falamos sobre isso aqui.

E o pior é que as pessoas usam argumentos como se fosse álibi, que é apenas a opinião dela e que ela tem direito a liberdade de expressão. Primeiro ponto: não é opinião quando se é usada para ferir o outro, seja direta ou indiretamente. É ódio. É ódio transvestido de opinião.

Segundo ponto: já disse o ilustrador brasileiro Rafael Albuquerque, quando houve a polêmica da capa da HQ dos 75 anos do Coringa: “toda liberdade de expressão tem que vir com responsabilidade”, fazendo referência ao lema do tio Ben de Peter Parker. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

O que não falta hoje em dia são notícias sobre pessoas (desde famosos à pessoas comuns) com depressão e que chegam a cometer suicídio, que é, nada mais nada menos, uma consequência da depressão.

E quantas pessoas já ouvimos falar o suicídio se dá por conta de drogas, ou falta de Deus, ou porque é covarde Primeiro, religião não tem nada a ver com isso. Segundo, leva uma coragem danada para tirar sua própria vida. Basta imaginar o desespero que a pessoa vive para retirar sua própria vida. Não é uma decisão fácil; está bem longe disso.

Drogas podem levar ao suicídio, mas nem sempre essa é a causa. Dados estatísticos no Mapa da Violência comprovam que, em 2014, foram 2.898 casos, um crescimento de 10% entre 2002 à 2014 entre jovens de 14 a 29 anos. Cada vez mais os dados estão alarmantes, e de 1980 até 2014, houve um aumento de 60%.

Ou seja, essa pessoa que planeja ou o fez, pode estar ao seu lado. Pode ser uma pessoa da família, amigo, um colega de trabalho. Qualquer um. Depressão não escolhe ninguém pela cor, gênero e classe. Ela simplesmente vem.

Essa pessoa pode ser salva apenas com uma conversa, uma palavra de afeto. Empatia. Afinal, não custa nada se colocar no lugar do outro! E para provar isso, por ser um tema tão delicado, indicamos agora 10 filmes que abordam o assunto da maneira certa.

  1. As Horas (2002)

Direção: Stephan Daldry

A história de três mulheres unidas pelo livro de Virgínia Wolf, “Mrs. Dellaway”, e pelos mesmos dramas existenciais retratados na obra: o desespero das horas que não passam e que são sempre iguais.

  1. As Virgens Suicidas (1999)

Direção: Sofia Coppola

Cinco irmãs sonhadoras, as Lisbon, moram em uma casa simples de subúrbio e cheia de árvores, em meados dos anos 70 nos Estados Unidos. Seus destinos são marcados visivelmente pela vizinhança cheia de meninos, que são obcecados por elas. A vida das irmãs é marcada por amor e repressão, fantasia e terror, sexo e morte, memória e desejo. Esta é na sua essência, uma história de mistério, que muda a vida de segredos dos adolescentes americanos.

  1. Geração Prozac (2001)

Direção: Erik Skoljodbaerg

Jovem americana com a vida promissora é aceita em Harvard enquanto lida com depressão clínica. A doença, ainda tabu, estigmatiza a moça, que tem dificuldade em aceitá-la e de poder procurar um tratamento eficiente para seguir com a sua vida.

  1. Garota, Interrompida (1999)

Direção: James Mangold

Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen foi diagnosticada como vítima de Transtorno de Personalidade Limítrofe – ou “borderline”. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos dois anos seguintes, ela conhece um novo mundo e garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas, está Lisa Rowe, uma charmosa sociopata que planeja a fuga com Susanna, Georgina e Polly, para tomar suas vidas.

  1. As Faces de Helen (2009)

Direção: Sandra Nettelbeck

Helen é uma mulher bem sucedida que tem um casamento feliz e um bom relacionamento com a filha. Porém, existe um lado que ela tenta esconder: sua bipolaridade, que vem à tona em surtos devastadores. Agora cabe aos amigos e família mostrar a ela que a vida continua bela.

  1. Foi Apenas Um Sonho (2008)

Direção: Sam Mendes

Frank e April estão bem distantes das convencionalidades dos subúrbios. No entanto, é exatamente isso que os irrita quando compram uma casa em Connecticut. Ele trabalha 10 horas por dia num emprego que odeia, enquanto ela, uma dona de casa na década de 50, anseia por paixão e realização. Rebelando-se contra o tédio, planejam uma fuga que vai por à prova seus limites.

  1. A Liberdade É Azul (1998)

Direção: Krzysztof Kieloswski

Traumatizada pela morte trágica de seu marido e filha, Julie se afasta das pessoas, mas evitar contato humano na vibrante Paris parece impossível. Ela acaba encontrando um antigo amigo que a ama em segredo e pode trazê-la de volta à vida.

  1. Pequena Miss Sunshine (2006)

Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris

O sonho da pequena Olive é poder participar de um concurso de beleza chamado Pequena Miss Sunshine. Então, ela embarca então em uma divertida e comovente viagem com o pai, o tio, o avô, o irmão e a mãe. A família tem que correr contra o tempo para que Olive chegue no horário e possa fazer sua apresentação, enquanto acaba se redescobrindo também.

  1. Melancolia (2011)

Direção: Lars von Trier

Duas irmãs, afastadas pelo tempo, têm reações diferentes ao saber que o mundo pode estar chegando ao fim, com o planeta Melancolia se movimentando em direção à Terra.

  1. Ela (2014)

Direção: Spike Jonze

O escritor solitário Theodore desenvolve uma relação de amor especial com o novo sistema operacional do seu computador. Ele acaba se apaixonando pela voz deste programa, uma entidade intuitiva e sensível, chamada Samantha.


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