Vidas ao Vento: vale a pena assistir? | Cinematecando

Posted On 03/01/2017 By In Filmes

Vidas ao Vento: vale a pena assistir?

A Netflix está sempre renovando a sua lista de filmes e séries e, bem no primeiro mês do ano, o serviço de streaming disponibilizou o longa Vidas ao Vento, animação de Hayao Miyazaki, que anunciou a sua aposentadoria após o lançamento do filme em 2013. Para os que não se recordam, Miyazaki é o criador de grandes animações como A Viagem de Chihiro (2001), Meu Amigo Totoro (1988), o Castelo Animado (2004), etc. Há quem diga que Hayao Miyazaki não fechou a sua carreira com chave de ouro e que o filme não passa perto de suas outras animações, mas a verdade é que Vidas ao Vento deixa de lado os elementos fantásticos usados nas obras anteriores por ser uma cinebiografia.

Vidas ao Vento acompanha a trajetória de Jiro Horikoshi, um designer e engenheiro japonês, conhecido por criar o avião de combate mais potente e mortífero da Segunda Guerra Mundial: o Mitsubishi A6M Zero. No início do filme, descobrimos que o fascínio de Jiro por desenhar e criar um avião se dá pelo fato de ele nunca conseguir se tornar um piloto devido a sua miopia. Então, após sonhar com Giovanni Caproni, um engenheiro aeronáutico italiano, o personagem decide que projetar um avião e fazê-lo voar é a sua nova meta de vida. Toda essa história, que se passa em um momento tenso e sombrio, é mesclada com o romance entre Jiro e Naoko. Mesmo que o amor entre os personagens convença, as cenas românticas não funcionam muito bem como escapismo: a animação trata de um tema pesado, que ronda o personagem a todo o momento.

Seguindo a linha de A Viagem de Chihiro, a arte do filme é linda e muito viva, repleta de detalhes. O ponto baixo de Vidas ao Vento fica em algumas partes entediantes do roteiro. No filme, Hayao gasta por volta de meia hora apenas falando sobre termos técnicos de aerodinâmica e peças. A “aula” é interessante para os que desejam saber mais sobre o assunto, mas para quem espera o desenrolar da história com ansiedade, pode ser algo completamente maçante. Mas o que a crítica não deixou passar foi a imagem humanizada de Jiro Horikoshi e a sua relação direta com a guerra. Afinal, como ter coragem de humanizar um homem que causou tanta destruição? Apesar disso, a mensagem de Vidas ao Vento é pacifista e o personagem é claramente atormentado por tudo o que foi capaz de fazer.

Pode ser que Hayao Miyazaki não tenha encerrado a sua carreira com a melhor animação que foi capaz de produzir, mas Vidas ao Vento é uma obra esteticamente linda , com uma história bem contada e que lamenta o fato de a inteligência humana ser usada para fins devastadores. Se você for assistir Vidas ao Vento, tenha em mente que este é o filme mais realista de Miyazaki e até mesmo os sonhos de Jiro não são fantasiosos. Isso não é algo negativo. A animação fala sobre guerra, sonhos, amor, perseverança e destruição. Uma mistura que Miyazaki e o Studio Ghibli fizeram dar certo.

A Netflix está sempre renovando a sua lista de filmes e séries e, bem no primeiro mês do ano, o serviço de streaming disponibilizou o longa Vidas ao Vento, animação de Hayao Miyazaki, que anunciou a sua aposentadoria após o lançamento do filme em 2013. Para os que não se recordam, Miyazaki é o criador de grandes animações como A Viagem de Chihiro (2001), Meu Amigo Totoro (1988), o Castelo Animado (2004), etc. Há quem diga que Hayao Miyazaki não fechou a sua carreira com chave de ouro e que o filme não passa perto de suas outras animações, mas a verdade é que Vidas ao Vento deixa de lado os elementos fantásticos usados nas obras anteriores por ser uma cinebiografia. Vidas ao Vento acompanha a trajetória de Jiro Horikoshi, um designer e engenheiro japonês, conhecido por criar o avião de combate mais potente e mortífero da Segunda Guerra Mundial: o Mitsubishi A6M Zero. No início do filme, descobrimos que o fascínio de Jiro por desenhar e criar um avião se dá pelo fato de ele nunca conseguir se tornar um piloto devido a sua miopia. Então, após sonhar com Giovanni Caproni, um engenheiro aeronáutico italiano, o personagem decide que projetar um avião e fazê-lo voar é a sua nova meta de vida. Toda essa história, que se passa em um momento tenso e sombrio, é mesclada com o romance entre Jiro e Naoko. Mesmo que o amor entre os personagens convença, as cenas românticas não funcionam muito bem como escapismo: a animação trata de um tema pesado, que ronda o personagem a todo o momento. Seguindo a linha de A Viagem de Chihiro, a arte do filme é linda e muito viva, repleta de detalhes. O ponto baixo de Vidas ao Vento fica em algumas partes entediantes do roteiro. No filme, Hayao gasta por volta de meia hora apenas falando sobre termos técnicos de aerodinâmica e peças. A “aula” é interessante para os que desejam saber mais sobre o assunto, mas para quem espera o desenrolar da história com ansiedade, pode ser algo completamente maçante. Mas o que a crítica não deixou passar foi a imagem humanizada de Jiro Horikoshi e a sua relação direta com a guerra. Afinal, como ter coragem de humanizar um homem que causou tanta destruição? Apesar disso, a mensagem de Vidas ao Vento é pacifista e o personagem é claramente atormentado por tudo o que foi capaz de fazer. Pode ser que Hayao Miyazaki não tenha encerrado a sua carreira com a melhor animação que foi capaz de produzir, mas Vidas ao Vento é uma obra esteticamente linda , com uma história bem contada e que lamenta o fato de a inteligência humana ser usada para fins devastadores. Se você for assistir Vidas ao Vento, tenha em mente que este é o filme mais realista de Miyazaki e até mesmo os sonhos de Jiro não são fantasiosos. Isso não é algo negativo. A animação fala sobre guerra, sonhos, amor, perseverança e destruição. Uma mistura…

Nota

Vidas ao Vento

Ótimo

Vidas ao Vento foi indicado ao Oscar em 2014, mas não levou a estatueta para casa. Uma curiosidade sobre a animação é que ela não foi muito bem recepcionada pela crítica americana, já que os aviões criados por Jiro Horikoshi foram responsáveis por destruir Pearl Harbor.

80