Posted On 16/12/2015 By In Filmes, Um Diretor e Um Filme

Um diretor e um filme: Ridley Scott

Por trás de um bom filme, sempre há um bom diretor. Partindo dessa ideia, inicio hoje no Cinematecando uma sessão muito especial que falará um pouquinho sobre algum diretor de cinema e de um filme de sua trajetória que me marcou bastante. Depois de muito pensar em qual seria o primeiro diretor, o escolhido foi Sir Ridley Scott, e o filme… bom, nessa parte eu não precisei pensar muito: Blade Runner!

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O diretor e produtor britânico Ridley Scott tem 78 anos e é mundialmente conhecido por ter feito filmes incríveis como Alien (1979), Thelma e Louise (1991), Gladiador (2000), Hannibal (2001), Falcão Negro em Perigo (2002) e o mais recente Perdido em Marte (2015). Já trabalhou com grandes astros: Harrison Ford, Russell Crower, Joaquin Phoenix, Susan Sarandon, Matt Damon e Leonardo DiCaprio. Mas é claro que nem tudo são flores na carreira do diretor: Prometheus (2012), prequela de Alien, é bem irregular, mas não a ponto de manchar todo o talento que o diretor tem.

Ridley Scott atingiu o sucesso e o respeito com a ficção científica Alien, que fez com que a Warner lhe desse carta branca para criar posteriormente o filme mais incrível de sua carreira: Blade Runner (1982), com roteiro baseado no livro Do Androids Dream of Eletric Sheep?, de Philip K. Dick. Mesclando investigação-noir com ficção científica, o longa é ambientado na Los Angeles de 2019, só que ao invés da cidade colorida e ensolarada, vemos um lugar escuro e chuvoso, cheio de carros voadores e outras modernidades de cair o queixo na época. Tudo isso com um visual incrível no maior estilo High-Low, que significa High technology, low way of life.

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A trama nos apresenta Rick Deckard (Harrison Ford, já no auge de Star Wars), um caçador de androides. Na verdade, esses androides são mais conhecidos pelo termo Replicantes e possuem personalidades fortes, com características humanas. Eles foram criados pela Corporação Tyrell para trabalhar em exploração de colônias e são programados para durar apenas 4 anos, a fim de não se tornarem uma ameaça. Blade Runner explora o existencialismo, a relação do humano com a tecnologia, filosofia e religião de maneira primorosa. O envolvimento de Deckard com a replicante Rachael faz com que ele se conscientize da complexidade que existe em torno dos androides.

Na época de sua estreia, o filme dividiu opiniões. Enquanto alguns críticos adoraram a exploração visual que ele possui, outros questionaram o desenvolvimento de seu ritmo. Mas Blade Runner é um clássico porque, mesmo com péssimos números de bilheteria, conseguiu se consagrar pela temática futurística do filme, criada de forma brilhante pelo visionário diretor. É uma obra atual, mesmo a revisitando em 2015.

Para finalizar esse texto, nada mais justo do que usar a frase sensacional (e improvisada!) do ator Rutger Hauer na pele do replicante Roy:

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“Eu vi coisas que vocês, homens, nunca acreditariam.
Naves de guerra em chamas na constelação de Orion.
Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser.
Todos esses momentos se perderão no tempo, 
como lágrimas na chuva. 
Hora de morrer.”

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